martes, 27 de octubre de 2015

JOCA REINERS TERRON [17.292] Poeta de Brasil



JOCA REINERS TERRON 

Joca (João Carlos) Reiners Terron nació en Cuiabã, Mato Grosso, Brasil en 1968. Estudió arquitectura y diseño industrial. Vive en São Paulo, desempeñándose como diseñador gráfico y editor del sello Edições  Ciência do acidente. Publicó Eletroencefalodrama (1998). 

Romances

Não há nada lá (Ciência do Acidente, 2001; Companhia das Letras, 2011)
Curva de Rio Sujo (Planeta, 2004) (Adaptação cinematográfica produzida por Felipe Bragança)
Do fundo do poço se vê a lua (Companhia das Letras, 2010)
Guia de ruas sem saída - Bolsa Petrobrás de fomento à Criação Literária. Ilustrações de André Ducci, (selo editorial Edith, 2012)
A tristeza extraordinária do Leopardo-das-Neves (Companhia das Letras, 2013)

Contos

Hotel Hell (Livros do Mal, 2003)
Sonho interrompido por guilhotina (Casa da Palavra, 2006)

Poesia

Eletroencefalodrama (Ciência do Acidente, 1998)
Animal anônimo (Ciência do Acidente, 2002)
Dramaturgia[editar | editar código-fonte]
Cedo ou tarde tudo morre - dirigida por Haroldo Rego e encenada no projeto Nova Dramaturgia Brasileira (CCBB Brasília - maio/2011).
Bom Retiro 958 Metros - com Teatro da Vertigem, direção de Antônio Araújo, encenada em São Paulo entre junho de 2012 e abril de 2013.

Prêmios

Prêmio Redescoberta da Literatura Brasileira da Revista Cult por "Não Há Nada Lá" (2000).
Bolsa para autores com obra em conclusão da Fundação Biblioteca Nacional (2002).
Bolsa Petrobras de Criação Literária por "Guia de Ruas Sem Saída" (2007).
Prêmio Machado de Assis de Romance da Fundação Biblioteca Nacional por Do fundo do poço se vê a lua (Companhia das Letras, 2010).

Menção Honrosa na categoria Contos por "A Memória é uma Curva de Rio Sujo" - Concurso Nacional de Literatura Cidade de Belo Horizonte.



Textos extraídos da revista TSÉ=TSÉ n. 7/8 otoño 2000, Buenos Aires, Argentina.  [Traducciones de R.J., revisadas por J.R.T.]

HMN

Mi último día útil
ENTERO: Hmmm, no moveré
dedo, parte dúctil o táctil
de mini partes cualesquieras
encontrables en mi, múltiplo
hacer nada laberíntico: Hmmmm

Ancas en ondas
bovinas de grama movida,
mi Minotaurina.

UN MILLÓN DE BITS

Un millón de bits
en un millonésimo
de Segundo, amor
un súbito susurrar
de sílabas tuyas
resuenan en mi mil

beats, batida común
en corazones binários
cero: un: cero: un

un breve batir de
párpados y sentidos
explotan modulados

por modems en
marcados, amor, en
fibras ópticas, en un
  
momento y vibras, pênsil
por sobre el éter, en un
trance high definition.

PRIMER MOVIMIENTO

Me ablandó; me cubrió con el anca;
dice duerme; el ojo en la niebla;
me abendijo; cuerpo(s en) trégua;
intermitência de párpado blanco;
-Piel piel-manta; imanta
la culpa; monstrua-cómplice;
y afronta; piel, piel blanca;
el cáncer que mi mente enfrenta;

juego inca; cámara de tintas;
fija el pie ante el nono sueño;
campo bendito en que Onán juega;
-Palmo calmo de piel; piel-nuca;
taco Blanco que toda boca trinca;
te lacero; pero; no; ni; nunca; nunca

TRANSPORTUÑOL BORRACHO, 
de Joca Reiners Terron

Lo mío es lo contrabando, lo lirikotráfico; como saber adonde si ubica la frontera si non sei onde empieza el dia y si acaba el sueño?; como conocer onde empieza el portugués y termina el castellano, si lo unico que sei és que el portuñol és infinito, assim como la borrachera? Lo mío és la poesia y el infinito, esa broma que llamamos vida. 

Joca Reiners Terron, verano di 2007


JIM DODGE

[Filosofo, poeta, mallandro y catador de manzanas, Dodge también és padre de Fup, la pata más boluda del universo y también un librito muy rico; inventó El Dulce Sussuro de La Muerte, el uísky que hace andar hasta los tratores.]


Preceptos muy basicos y 
llamadas adicionales a los jóvenes escroques

No afanes una baca más grande ke tu caçamba.
No mostre tu kulo a los megañas de la Polícia Carretera.
Negociatas largas con plata curta és prejuicio en la cierta.
No confundas el Evangelho con la Iglesia.
Nunca dedure los familiares ou tús amigos.
Evite bibir em cualquier hogar onde no sea posible mear de la puerta delantera.
Solamente porque és sencillo no significa que sea fácil.
No deje tu ojo grande llenar los cheques que tu panza vazia no pueda bankar.
Si usted no la quiere, no la provoques.
No estaciones entre dos bulldogues jugando sucio.
Cualquier uno amassa los tomatos; lo foda és que hagan el jugo.
Nunca si és miserable demás para dejar de prestar atención.
No mordiske por ahí y allá tus paranoyas.
Nunca durma con una chica que considere eso un fabor.
Si llevas un puñetazo del balentón, dá-lhe la otra cara. Se rolar de nuevo, atire en el hijo de puta.
Mantener és siempre dos veces más difícil do que consiguir.
Nunca cruces un pueblo a 120 por hora con la nenita del sheriff pelada en la garupa.
Nunca firmes el negro nel blanco.
Si usted no estás confuso entonces no tá entendiendo nada.
Amar és siempre más difícil do que parece.


TRANSPORTUÑOL BORRACHO
Autor: Joca Reiners Terron Poemas transinbentados em portunhol borracho 
por el autor. 26 Páginas; 1a. Edición; Asunción; 2008.  [http://www.eloisacartonera.com.ar/] 

HMN

Meu último dia útil
INTEIRO: Hmmm, não moverei
dedo, parte dúctil ou tátil
de mini partes quaiquer
encontráveis em mim, múltiplo
fazer nada labiríntico: Hmmmm
Ancas em ondas
bovinas de grama movida,
minha Minotaurina


UM MILHÃO DE BITS

Um milhão de bits
em um milionésimo
de segundo, amor
um súbito sussurrar
de sílabas suas
ecoa em mim mil
beats, batida comum
em corações binários
zero: um: zero: um

um breve bater de
pálpebras e sentidos
explodem modulados

por modems emol
durados, amor, em
fibras óticas, num
átimo e vibras, pênsil
por sobre o éter, num transe high definition

PRIMEIRO MOVIMENTO

Abrandou-me; cobriu.me co’a anca;
disse dorme; o olho na névoa;
abençou-me; corpo(s em) trégua;
cum pisco da pálpebra branca;
- Pele pele-manta; imanta
a culpa; monstra-encrenca;
e afronta; pele, pele branca;
o cancro que minha mente enfrenta;
brinco inca; câmara de tintas;
finca pé ante o nono sono;
campo bento em que Onan brinca;
-Palmo calmo de pele; pele-nunca;
naco branco que toda boca trinca;
lacero-te; mas; não; nem;nunca; nunca 


TERRON, Joca Reiners.  Animal anônimo.  Jales, SP: Ciência do Acidente, 2002. 110 p.  17x24 cm.  ilus. ISBN 85-87515-16-0    “Joca Reiners Terron" Ex. bibl. Antonio Miranda


rasgo negro
de margem
          a margem
no centro
          marcas do
desabamento
acima,
o Elevado leva
restos a reboque
          e encobre
escravos tangidos
pelo trator
por que, apesar
de asfalto, erosão
          e motor
tudo permanece
imóvel, a mesma
paisagem estática?


no buraco 
há um velho 
seus rodos 
panos, vassouras

ouça-o,
contra o dedo 
em riste do tempo:

                    à morte não cedo
                              não, não cedo 
                    afinal de contas
                              amanhã acordo cedo 
                    e o banheiro está sujo

ao sair da toca 
o cão lambe 
suas rugas 
sem razão

o velho 
em troca 
cata-lhe pulgas 
dá a ração


.


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