miércoles, 12 de agosto de 2015

TERÊZA TENÓRIO [16.783] Poeta de Brasil


TERÊZA TENÓRIO

Francisca Terêza Tenório Albuquerque (Recife, Brasil 30 de diciembre de 1949) es una poeta brasileña.

Sus primeros poemas fueron publicados por el poeta César Leal en el Suplemento Literario de Diario de Pernambuco. Por lo general, es considerada la musa de la Generación 65. 

Obra poética:

PARÁBOLA. Recife, Ed. Imp. Universitária, UFPE, PE -1970.
O CIRCULO E A PIRAMIDE. S. Paulo, Ed. Quíron, SP-1976.
MANDALA. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, RJ -1980.
POEMACESO. Rio de Janeiro, Ed. Philobiblion, RJ -1985.
CORPO DA TERRA, Rio de Janeiro, Ed. Tempo Brasileiro, RJ - 1994.
TREZE POETAS DA GERAÇÃO 65: 30 ANOS, org.,Recife, Espaço Pasárgada/FUNDARPE/*SEC. Turismo da Cidade do Recife, PE - 1995.
POEMAS DE TERÊZA TENÓRIO in Cadernos de Poesia n° 6 - Geração 65, FUNDARPE, PE -1996.
FÁBULA DO ABISMO. Recife, Bagaço, 1999.
A CASA QUE DORME. Recife, Livro Rápido, 2003.
A MUSA ROUBADA. Recife, CEPE, 2007. Organização Lucila Nogueira e Wellington de Melo.



TEXTOS EN ESPAÑOL

Extraídos de
ANTOLOGÍA DE LA POESÍA BRASILEÑA
Org. y traducción de Xosé Lois García
Santiago de Compostela: Edición Loiovento, 2001.


                   CUERPO DE TIERRA

                   Por la ventana el verde
                                                        nos revela
                   el corazón del bosque encendido
                                                        la humedad
                   vino de las aromáticas
                                               resinas
                   de entre nuestras raíces
                                               enlazadas
                   destilando la esencia
                                               de tu aliento
                   en mí
                            cuerpo de la tierra
                                                        desvelado






                        NO LOS QUERÍAMOS SAGRADOS

                  A Aluizio Barro de Carvalho
         e Telma Nóbrega Tenório de Albuquerque

No los queríamos sagrados en los ritos de la sombra
Peregrinos del silencio
¿Cómo saber si recordarán el vuelo de los pájaros
la textura de la rosa
los insondables caminos?

La obsidiana rebusca la tierra
buscando el corazón de arcilla
y sus dolorosos anillos
más com sello de sangre purísima

No los queríamos en el más Allá
los ángeles planeando sobre las luminosas cabezas
                   las manos en cruz
                                      sentados a la derecha
         del oráculo
                            muertos

         Corpo da Terra, 1994




VIRTUAL

En el epicentro de las olas invisibles
edifiqué mandalas para los celtas
los habitantes de los últimos milenios
bronquios de peces y barbatanas rectas

Donde el mar arrastra nuestras redes
para picar en los tenues hilos de espera
los tejidos de la carne contra las piedras

En los módulos lunares disolví
toda la sombra de la superficie líquida
sus bancos de tiburones martillo

entre indormidos teoremas míticos
lance al fuego de estos versos
nuestra imagen virtual de extraños ritos




TRÍPODES

Quemados los corazones
en el  sacrificio de los remos
sobre la piedra de los oráculos
reedificamos el templo

Marineros en otro avatar
fuimos muertos al relente
entre robles y trípodes
en temor al dios sangriento

En el corolario de la leyenda
hija de los cuatro elementos
fertilizamos la tierra

en la grieta al sur de oriente
al final del choque mortal
la savia del sol en el cénit

         Fábula do Abismo, 1999






Extraídos de
ANTOLOGÍA DE LA POESÍA BRASILEÑA
Org. y traducción de Xosé Lois García
Santiago de Compostela: Edición Loiovento, 2001. 


CORPO DA TERRA

Pela janela o verde
                            nos revela
o coração da mata acesa
                                      o úmido
veio das aromáticas
                            resinas
dentre nossas raízes
                            enlaçadas
a destilar a essência
                            do teu hálito
em mim
         corpo da terra
                            desvelado




NÃO OS QUERÍAMOS SAGRADOS

         A Aluizio Barro de Carvalho
         e Telma Nóbrega Tenório de Albuquerque

Não os queríamos sagrados nos ritos da sombra
Peregrinos do silêncio
como saber se lembrarão o vôo dos pássaros
a textura da rosa
os insondáveis caminhos?

A obsidiana revolve a terra
em busca do coração da argila
e seus dolorosos anéis
mais o selo de sangue puríssimo

Não os queríamos no Além
os anjos pairando sobre as luminosas cabeças
                   as mãos em cruz
                                      sentados à direita
         do oráculo
                            mortos 

         Corpo da Terra, 1994





                     VIRTUAL

                               No epicentro das ondas invisíveis
                   edifiquei mandalas para os celtas
                   habitantes dos últimos milênios
                   guelras de peixes e barbatanas retas

                   Onde o mar arrastara nossas redes
                   para morder-nos tênues fios de espera
                   o fluir das espumas retalhou
                   os tecidos da carne contra as pedras

                   nos módulos lunares dissolvi
                   toda a sombra da superfície líquida
                   seus cardumes de tubarões-martelo

                   entre indormidos teoremas míticos
                   arremessei ao lume destes versos
                   nossa imagem virtual de estranhos ritos


                   


TRÍPODES

Queimados os corações
no sacrifício dos remos
sobre a pedra dos oráculos
reedificamos o templo

Marujos noutro avatar
fomos mortos ao relento
entre carvalhos e trípodes
no temor ao deus sangrento

No corolário da lenda
filha dos quatro elementos
fertilizamos a terra

na fenda ao sul do oriente
ao fim do embate mortal
a seiva do sol no zênite

                            Fábula do Abismo, 1999           






TENÓRIO, Terêza.  A casa que dorme.  Recife: LivroRápido, 2002.  73 p.  14,5x20,5 cm.    Capa: Franci Pena.  Col. A.M. 



CASO

O meu primeiro amor morreu de fome
O meu segundo amor não teve jeito
O meu terceiro amor se fez amante
recebendo-me à tarde radiante

Até hoje vivemos do seu jeito
como meu último amor
fatal
perfeito





O EXÍLIO DO POUSO DAS ESTRELAS

Trinta e três luas acesas
no tempo do desencontro
Trinta e três vozes amargas
no rastro das diligências
Trinta e três pedras de toque
vazias de toda crença
Trinta e três sorrisos mortos
nos lábios do afogado
Trinta e três sais na moleira

da que ficou sem o amigo
da que ficou sem parelha
da que ficou sem marido
a misturar na poeira
a dor desse amor perdido




MARIA SUSSUARANA

Não tenho medo da morte
Nem tenho medo da noite
Só tenho medo da força
que me prende em seu açoite

Não me virás por amor
mas paixão de vida ou morte
que a força do meu quebranto
nos amarra à mesma sorte

Sou cobra sussuarana
Meu cheiro é sangue no corte
melaço e caldo de cana
Salvou-te do meu quebranto
adormecido senhor
teu encanto e rezas fortes




TENÓRIO, Terêza.  Poemaceso.  Rio de Janeiro: Philobiblion; Pró-Memória –Instituto Nacional do Livro,1985.  226 p.   (Col. Poesia sempre, 4)    “ Terêza Tenório “  Ex. Bibl. Antonio Miranda



"Este plurifacetado POEMACESO, de Terêza Tenôrio, vem reafirmar a validade, a resistência e a eternidade da Lírica como categoria poética que transcende estilos de épocas e correntes estéticas, historicamente determinadas, mas sem negar sua procedência, seu atavismo latino."
Alberto da Cunha Melo




TORMENTO

Tantas vozes me trazem este tormento.
Revisito cidades e planícies
rostos brancos e longas mãos vazias
quando a infância fluiu dentro do tempo.

Naufrágios que me trazem este tormento.
O teu corpo em meu corpo edificado
quantas luzes e sombras alternadas
quando o amor renasceu além do tempo.

Sangue e fogo na face este tormento.
O sólido silencio das estrelas
as lâminas de gelo da lembrança
quando a vida se fez além do tempo.





XVIII

Ferido o coração mutila o corpo.
As lágrimas de ferro quase líquido
fixam na face branca sua marca.

O coração de fogo exila o corpo
fora as paredes nuas desta sala
cheia de pó, de mofo e deslembrança.

O coração do tempo anima o corpo
que o Amor exauriu na lua nova
e dissolveu a solitária sombra.

O pó, o mofo, o gelo, a deslembrança,
o ódio e seu cortejo de falácias,
a fuligem, a mentira, a indiferença,

tudo converge ao coração aceso
rubro de Amor e sangue das feridas  
que o tempo cicatriza lentamente.









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