lunes, 13 de julio de 2015

IOLANDA COSTA [16.546] Poeta de Brasil

   
Traduciendo a Iolanda Costa en San Antero (Colombia)
                                  Foto: Sandra Escobar


IOLANDA COSTA  

Poeta (Nació en 1967, Itabuna, Bahía, Brasil), Título de profesora en Filosofía, educadora de arte y experta en Historia Regional. Participó en la antología “Poetas Novos da Região Cacaueira” (PACCE), en 1987. En 2004, lanzó su primer libro de poesía, “Poemas Sem Nenhum Cuidado” (FICC)y en 2009 de forma independiente, “Amarelo Por Dentro”. También en 2009, participa en las colecciones “Poetas Brasileiros Contemporâneos” (CBJE), “Poesia de Corpo e Alma” (CBJE) e “O Que é Que a Bahia Tem” (Litteris).

Como poeta, es invitada en 2010 a la Plaza de Cordel y Poesía en la Bienal del Libro 10 de Bahía. 

        
PRESENÇA

 Não desperdices tantas
                           frases.
Oculta o feno, inverna
                        as magnólias
restringe a sala
                        a visitantes ilustres.
Sê apenas o amado da minha canção
e eu estarei atenta;
miragem de luz inefável
e eu estarei contigo.
Sem cochilos.
Sem o desdobrar dos sinos.
Sombra no olho do peixe.



PRESENCIA

            No desperdicies tantas 
frases.
            Oculta el heno,  inverna
                                   las magnolias,
            limita el salón
                                   a visitantes ilustres.
            Sé apenas el amado de mi canción
            y yo estaré atenta;
            espejo de luz inefable
            y yo estaré contigo.
            Sin descuidos.
            Sin el repique de campanas.
            Sombra en el ojo del pez.


         
AMARELO POR DENTRO

            A tua letra é amarela
            como a nêspera, a gema
            o fruto em véspera e ocre
            saltando da árvore, da página
            da costura no dobrado do paletó.
            Devolveu-me a vida enquanto escrevias
            e sublinhavas o termo, a epígrafe
            a semântica clara de cuidados.
            Trouxeste o castiçal, o sol
                                               a lâmpada
            a última literatura.
            O teu amarelo a escorrer-me por dentro.




AMARILLO POR DENTRO

            Tu letra es amarilla
            como el níspero, la gema
            el fruto en vísperas y ocre
            saltando del árbol, de la página
            de la costura en el dobladillo de la chaqueta.
Me devolvió la vida mientras escribías
y subrayabas el término, el epígrafe
la semántica clara y calculada.
Trajiste el candelabro, el sol
                                      la lámpara
la última literatura.
Tu amarillo se escurre en mi interior.




âmbar

é coisa assim difícil de enquadrar como quando queremos descrever um sonho informe ou a presença do âmbar num fragmento que não o justifique apenas pelo fato da palavra âmbar ser linda na nossa língua oblíqua; é modo de ser com flores amarelas ao lado e cereais em sacas abertas para o divino em nós, por nós, apesar do ladrar dos cães e do estrago que o prenúncio da primavera pode causar nos obsoletos; é fruta-do-conde, figuras em macramé, sentimento de cor; são as estações entre os meus cabelos, clarão nos meus pés, água na minha boca.


             
ámbar

es algo así difícil de encasillar como cuando queremos describir un sueño informe o la presencia del ámbar en un fragmento que no lo justifique más que por el hecho de que la palabra ámbar es bonita en nuestra lengua oblicua; es un modo de ser con flores amarillas al lado y cereales en sacos abiertos para lo divino que hay en nostros, por nosotros, apesar del ladrido de los perros y del estrago que el presagio de la primavera puede causar en lo obsoleto; es chirimoya, figuras de macramé, sentimiento de color, son las estaciones entre mi cabello, claridad en mis pies, agua en mi boca.


Traducciones: Verónica Aranda





SE

O translúcido verso ido
erra a mão,
erra o frasco,
toma aspirina
e confunde chuva com aspargos.
Tivesse acertado a rima
levaria camomila pela rua,
sais para o lençol.
Um sol, um búzio, um esquadro,
barcarola repetida em teu ouvido.





ACHADOS

ainda vão dar em festa
lúmen trinca fresta
todas as suas coisas escritas.
pressente o lago, a romã
a arché
e a chegada dos barcos
de velas sublinhadas
e tripulação inesperada.
conhece a página com o time aberto
ao escrevê-la inteira e sem resíduos.
hóstia e flor a destilar-se
em consoantes verbos, peregrinos.






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