miércoles, 7 de enero de 2015

ZEFERINO BRASIL [14.416] Poeta de Brasil


Zeferino Brasil

Zeferino Brasil (Tacuarí, 1870 - Porto Alegre, 1942) fue un poeta brasileño.

Poeta parnasiano y simbolista.
Fue miembro fundador de la Academia de Letras de Río Grande.

Obras 

Alegros e Surdinas , 1890
Traços Cor de Rosa , 1892
Comédia da Vida , 1896
O Sul na Ponta , 1897
Juca, o Letrado , 1900
Na Vida e na Morte , 1901
Ester , 1902
Vovó Musa , 1903
Amores de Velho , 1903
O Outro , 1904
Visão do Ópio , 1906
Na Torre de Marfim , 1910
O Beijo , 1922
Meio , 1922
Teias de Luar , 1924
Boêmia da Pena , 1932
Alma Gaúcha , 1935
Hino ao Padre Joâo Cacique de Barros
O Carneiro





LA SANGRE 

¡Oh, sangre! Es color sangre la túnica que visto, 
sin recamados de oro, ni aplicación de lotos. 
Nosotros siempre entramos de otros mundos remotos 
con la sangre materna a este mundo imprevisto.

La sangre es savia, vida, fuerza; por ella existo 
anunciando no sé que clarores ignotos.
Refulgen en altares y en almas de devotos 
su sangre redentora; las heridas de Cristo. 

¡Qué la sangre gloriosa, y aún virgen de sondas, 
sea amada y no brote a golpes inseguros,
de arterias de los buenos, de arterias de los sanos! 

Mas que la sangre corra y que ella corra en ondas, 
si tanto es menester para que siendo puros,
los hombres, al final, sean todos hermanos.






FLOR BUCÓLICA

Vas morena a la fuente, y hechicera, 
buscas agua y te ves en el cristal
que copia tu mirada tempranera
sin sombra de vigilias ni de mal. 

Y ordenas de mañana en la tranquera, 
y espigas vas quebrando en el maizal,
y entretienes la noche a luz casera,
con la aguja, la almohada y el dedal. 

Nada en ti hay de romántica orgullosa, 
toda eres bucólica, ¡oh, golosa 
de bromelias, pitangas y arazá! 

¡Cígarrilla de un bosque de alegría, 
la rosa te enseñó coquetería,
y tus cantos aprendiste del sabiá!



ZEFERINO BRASIL 
(1870-1942)

Nasceu em Taquari, Rio Grande do Sul. Foi poeta parnasiano e simbolista. Foi membro fundador da Academia Rio-Grandense de Letras. "Foi o maior poeta parnasiano do sul do país", segundo Manuelito de Ornelas, embora sua arte tenha tido muito de simbolista.

Recebeu a láurea de "príncipe dos poetas do Rio Grande do Sul".




ZELOS

                   De leve, beijo as suas mãos pequenas,
                   Alvas, de neve, e, logo, um doce, um breve,
                   Fino rubor lhe tinge a face, apenas
                   De leve beijo as suas mãos de neve.

                   Ela vive entre lírios e açucenas,
                   E o vento a beija, e, corno o vento, deve
                   Ser o meu beijo em suas mãos serenas,
                   — Tão leve o beijo, como o vento é leve.. .

                   Que essa divina flor, que é tão suave,
                   Ama o que é leve, como um leve adejo
                   De vento ou como um garganteio de ave,

                   E já me basta, para meu tormento,
                   Saber que o vento a beija, e que o meu beijo
                   Nunca será tão leve como o vento.. .



FORMOSURA IDEAL

Esta visão que em sonhos me aparece,
e que, mesmo sonhando, me resiste,
por que foge, por que desaparece,
mal eu desperto, apaixonado e triste?

Por que, branca e formosa resplandece
como uma estrela, e a torturar-me insiste,
se é certo, - oh! dor cruel que me enlouquece!...
que ela somente no meu sonho existe?

Cheia de luz e de pureza e graça,
- alma de flor e coração de estrela -
ela, sorrindo, nos meus sonhos passa...

E sempre a mesma angústia dolorida:
branca e formosa dentro d´alma tê-la,
sem poder dar-lhe forma e dar-lhe vida!



NA ALCOVA

Formosa e diáfana visão de lenda,
Elsa, subindo o leito de escarlata,
o cortinado cerra, e a rir, desvenda
a alva nudez escultural e exata.

Antes que o fino laço se desprenda,
a loura coma em ondas se desata,
e a moça esconde em flóculos de renda
o régio corpo modelado em prata.

Doce perfume o colo lhe embalsama...
Abrindo as asas de rubi e lhama,
olha-a, entre flores, um cupido louro...

Cerra, afinal, as pálpebras de neve,
e o sonho desce, e estende, leve, leve,
sobre o leito o estrelado manto de ouro...








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