viernes, 26 de diciembre de 2014

FABRIZIO CARPINEJAR [14.331] Poeta de Brasil


Fabrizio Carpinejar

Fabrizio Carpi Nejar, o Fabricio Carpinejar (Nació en Caxias do Sul, Brasil el 23 de octubre de 1972) es un poeta, columnista y periodista brasileño, hoy en día uno de los jóvenes poetas y críticos de mayor reconocimiento en todo el país.  Vive en São Leopoldo, Rio Grande do Sul.

Libros publicados 

1998 - As solas do sol
2000 - Um terno de pássaros ao sul
2001 - Terceira sede
2002 - Biografia de uma árvore
2003 - Caixa de sapatos (antologia)
2004 - Cinco Marias
2004 - Porto Alegre e o dia em que a cidade fugiu de casa (Série Paralelepípedos 2)
2005 - Como no céu/Livro de visitas
2006 - O Amor Esquece de Começar
2006 - Filhote de Cruz Credo
2006 - Meu filho, minha filha
2008 - Diário de um apaixonado - Sintomas de um bem incurável
2008 - Canalha
2009 - www.twitter.com/carpinejar
2010 - Mulher perdigueira
2010 - O menina grisalho
2011 - Borralheiro
2011 - A menina superdotada
2012 - Beleza Interior - Uma viagem poética pelo Rio Grande do Sul
2012 - Ai meu Deus, Ai meu Jesus
2012 - Bem-vindo - Histórias com as cidades de nomes mais bonitos e misteriosos do Brasil

Premios

Prêmio Fernando Pessoa , da União Brasileira de Escritores (1998)
Prêmio Destaque Literário da 46º Feira do Livro de Porto Alegre (2000)
Prêmio Açorianos de Literatura (2001)
Prêmio Marengo D'Oro – Itália (2001)
Prêmio Cecília Meireles , da União Brasileira de Escritores (2002)
Prêmio Açorianos de Literatura (2002)
Prêmio Nacional Olavo Bilac , da Academia Brasileira de Letras (2003)
Prêmio Jabuti (2009) 





TEXTOS 
Trad. de Martha Leñero y José Manuel Mateo 



Un trío de pájaros al sur
 (fragmento)

Ninguna herida
cortaba tus pesadillas.
Cuando a media vida te viste

por una selva oscura, me quedé
a conversar con tus camisas,
y me calé las boinas

que encendían tus cabellos.
Tenía siete anos exactos
y una Luna cómplice jugaba

carreras conmigo.
Me demoré entre la ropa
Alineada

como un ejército en revista,
para intentar
que al menos una prenda

delatara tu deserción.
Cuando a media vida te viste
por una selva oscura, me quedé

alimentando el acuario
de las corbatas.
Pedí privacidad a las polillas.

Vestí tu camisa,
y me ví copiando el ritmo
de sus pliegues,

la respiración copiosa,
de mi propio
y definitivo padre.





Segunda elegía

Ser íntegro cuesta caro.
Me dividí por no dividirme.
Atrás de la apariencia, hay una pizca de miseria,
es el gusto por las sobras.

Parto en expedición hacia las pruebas de que viví.
Excavo boletines, cartas, álbumes
—el gesto reaccionario de mi letra de gancho.

EI pasado tiene sentido si permanece en desorden.
La verdad organizada es una mentira.

El musgo envanece las reliquias. Los dedos retiran las telarañas,
y asisto al revuelo de insectos que se vieron atrapados.
Huyo de la claridad, resplandece el polvo.
El par de rodillas permanece inmóvil como una roca.

Reviso el testamento, alisando la textura
como un gramático de la seda.
Descubro mi herencia de tajo.

No tengo lo que ansiaba
y tropiezo con objetos desposeídos de lógica
que me encuentran antes de que los busque.

Mi vida cabe en una caja de zapatos.





Coleccionaba trozos de madera

Coleccionaba trozos de madera: figuras
adornadas con la punta menuda del cortaplumas.
Alá estaba una de las sobrevivientes, borrosa,
cerca de las medallas escolares
y de los tornillos llorosos de herrumbre.

Un autorretrato no sería tan fidedigno.
Era yo aquella grieta del piso roto, la costra y la podre.

Cuántas fueron las pequeñeces que no combinaron
con el conjunto y, a falta de armonía
se quedaron en el sótano de ]a infancia?

Y si faltó valor para vivir con ellas
faltó coraje para expulsadas definitivamente.

Somos el dolor de lo que herimos.
No aprendemos a desaprender.
No heredamos nada, ni la palabra heredamos.

El desván tiene vida propia
y conoce nuestros juegos.
Lo que rehusamos en la cena es hoy nuestro bocado.

Todo puede fermentar: la piel, los pasos, el olor del brazo.
Todo puede nacer sin el mérito del grito,
como un murmullo o el estallido de un abrazo.

Todo puede nacer, aunque sofocado.   





ANTOLOGÍA DE POESÍA BRASILEÑA, edición de Jaime B. Rosa. Organización Floriano Martins y José Geraldo Neres.  Muestra gráfica y portada Hélio Rôla. Edición bilingüe  Português - Español.   Valencia, España: Huerga & Fierro editores, 2006.  247 p   13,5x21,5 cm.   Org. Trad. de Xosé Lois García


Las rocas encuentran
alas en la espuma.
Ninguna despedida compensa

la fidelidad de la casa.
¿Cómo devolverá tu memoria
las calles prestadas

para interrumpir la infância?
¿Qué eclipse, o calendario,
va a mitigar

la nostalgia del futuro?
¿Quién inventará el fuego
sin el estilo del creador?




Vuelve a la Pampa, padre,
estamos amor-tecidos
en el agua tensa

del charco.
Protege sus sienes
con la palma de la mano izquierda,

la luz nocturna es traicionera.
No nos sirve
el remédio de la aurora.

Vuelve, la harina
y la carne seca
esfrían en la tinaja. 




Tu carcajada denuncia
la desesperación.
Las respuestas llegaron

antes que las preguntas.
Si, la cicatriz del Alba
influye en la inclinación

de las ramas.
Si, desate la cabellera de la guitarra
y el entorno del instrumento

parecia la pupila
de un homicida.
Si, el día del regreso.





O mundo aparece demasiado explicado.
Teu jeito calado indica esperança,
mas quem diz que não é remorso?

Sou fiel aos hábitos; tu, aos mistérios.
Não coincidimos nossa lealdade.
Suporto, sobrevives.

O que adianta transbordar
se não dás conta do mínimo?
O que adianta me retrair
se não percebo o invisível?



             *   *   *

Não ter sido compreendido
condenou-me a assumir verdades
que desconhecia, filhos que
não eram de minha boca,
compromissos que não quis ir.

Ao longo da fala,
abri correspondências alheias.
A ausência de clareza
me perturbou a viver de favor
em meu corpo.


        *   *   *


Não me inquieto
quando não recebo as respostas
das perguntas que não fiz.
Eu me conformei
em reservar alguma coisa
de ti para saber depois.
Um pouco de nosso amor
será póstumo.
É recomendável
não descobrir todos os segredos.


          *   *   *


Para a morte, sofre de um problema.
Não estou todo em um único lugar.


      *   *   *

Os dias no verão
são cadeiras
para fora da casa.
Armar o ar,
desempalhar
a luz e deslizar
na esponja noturna da grama.

Ponha esse sol de janeiro
em minha conta.


       *   *   *

Alguém dentro de mim
mente para me proteger.
Não sei quem tem razão
sobre meus desastres.
Se permaneci em excesso
e não varei a outra margem.
Se me deixei fora por muito tempo
e esqueci o endereço.

Quando estamos próximos de dizer
é que não estamos mais aqui.


         *   *   *

Não conto meus pesadelos ao acordar.
Não termino mais uma frase inteira.

O começo de uma conversa é difícil
Depois mais difícil se toma
quando ela aconteceu
sem começar.   

Extraídos de COMO NO CÉU; e, LIVRO DE VISITAS.  (Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005).





De
Fabrício Carpinejar
Cinco Marias
Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010     
128 p.   ISBN 978-85-286-1055-0

Saiu mais um livro do Carpinejar pela Bertand. Vale a pena conferir. Ele é sempre inovador, sua poesia flutua entre o coloquial e o reflexivo, é senhor de seu estilo. Reproduzimos um poema, para não ferir as regras, a título de promoção.


Minha parte feliz não era fiel.
Estou conspirando
sem me dar conta,
na conversa do trem, ao telefone,
no bar, escrevendo.
Num canto da rua, existe alguém sob suspeita.
Do outro, à espreita.
Sobram enganos para incinerar o que me cerca.



De
UM TERNO DE PÁSSAROS AO SUL
Rio de Janeiro: Bertand Brasil, 2008.
ISBN 978-85-286-1313-1


        
As rochas encontram
asas na espuma.
Nenhuma despedida recompensa

a fidelidade da casa.
Como tua memória devolverá
as ruas emprestadas

para atalhar a infância?
Qual o eclipse, o calendário,
que vai emborcar

a nostalgia do futuro?
Quem inventará o fogo
sem as feições do criador?




Volta ao pampa, pai,
estamos amor-tecidos
na água tensa

do charco.
Protege as têmporas
com a palma da mão esquerda

a luz noturna é traiçoeira.
Não nos serve
o encantamento da aurora.

Volta, a farinha
e a carne seca
esfriam na gamela.





Tua risada denuncia
o desespero.
As respostas vieram

antes das perguntas.
Sim, a cicatriz da alvorada
influencia a inclinação

dos galhos.
Sim, desatei a cabeleira da guitarra
e o bojo do instrumento

parecia a pupila
de um homicida.
Sim, o dia do regresso.




Obedecias unicamente
ao instinto de ressuscitar,
cintilando

uma enseada ao longe.
Traçavas com mistério
versículos e frases,

as cordas da embarcação
no interior do frasco.
Transparente do combate,

viril em sua fragilidade,
recolhido no exílio
de estar pleno de si.





           Tua respiração
nos escombros,
o pulso disciplinado,

afinado como um plano.
Levanta do fino trato
com os finados.

A chama engana sua altura
ao pavio que a sustenta.
Viajas como o olhar do regresso,

chegas com o olhar da despedida.
O dia recusa a inocência,
tem o gosto de sol nos cabelos.

                   *

O pão fica acorda apenas
um dia em nossa fome.
O pão e o fogo

são do mesmo trigo.
Volta a pampa, pai.
A sombra está presa

Ao pescoço.
O sangue anoitece.
Anoitece

debaixo da pele
para amanhecer
os músculos da terra.

                   *

A palavra é falível
posta em outra boca:
o horizonte deitou

o fuzil dos pássaros.
Volta , pai, que a fundura
não está nos passos,

a tapera dispersa
a caça e o paradeiro
das pegadas.

A queda atalha a subida,
o homem permanece
uma pronúncia inacabada.




CAPRINEJAR, Fabricio.  Biografia de uma Árvore.  2ª. edição.  São Paulo: Escrituras, 2002.  194p.  ISBN 85-7531-041-0Capa e projeto gráfico: Ricardo Siqueira.  Col. Bibl. Antonio Miranda



III. Fome de Insetos
(fragmento)

AS MANIAS SÃO VISTAS COMO DEFEITOS.
Depois, traços da personalidade.
Com a separação, transformadas em virtudes.

Calcificado, o ouro não derrete mais.
A aliança já é um osso no dedo.

Ter se acostumado um com outro
não significa que avançamos.

Somos residências geminadas        
se correspondendo pelos muros.




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