martes, 8 de abril de 2014

NYDIA BONETTI [11.492]


NYDIA BONETTI

Nydia nació en Piracaia Bonetti, São Paulo, BRASIL en 1958, donde reside actualmente.
Ingeniero civil y poeta, publicando su trabajo en "longitudes" y "Cantus Minimus", los blogs antes citada. Tiene poemas publicados en el Diario Zunái, germina Literatura, cronopios Portal y otros sitios culturales y literarias. Cree en la poesía como traducción de "devoción hacia adentro", mucho más allá de cualquier manifestación intelectual. Cultiva la vida sencilla y sigue al pie de la montaña, el río, en busca de la flor. Como bien.


Blogue: http://nydiabonetti.blogspot.com/ 
e http://nydiabonetti.wordpress.com/





El guardián del fuego

hoguera
de palos en el cielo

sopla
el guardián del fuego

conoce
las noches del desierto

sabe
también del sol y la miel

las chispas son estrellas
lamparillas

(porque aún es San Juan)


 Traducción de Santiago Aguaded Landero





o poeta mergulha
no inferno do seu mundo real
e silencia
quando voltar
ao paraíso inventado
(em cápsulas)
o poema retorna
com suas verdades
sempre tão relativas
(precárias)
a durar o tempo do espanto
dos olhos





quero ir para maio
maio já não há
e agora?

espero por setembro
onde a vida renasce
e vive

outra vez para sempre





1.

brancos
os tigres me observam 
não sabem 
se me lambem ou me devoram 
os tigres da memória

2.

fogo apagou — gritava o pássaro
da minha infância
pressagiando as cinzas
que viriam

3.

Bashô Leminski 
- eo meu haicai 
não sai

4.

há muito deixei de contar 
os livros que li 
(vaidades) 
prefiro contar estrelas 
passarinhos no fio 
voares 
lírios e pedras roladas 
na beira do rio 
delírios 
rajadas de vento 
amoras

5.

como uma velha louca 
sai à rua 
todos os dias 
(catadora de papel) 
em busca 
do poema perdido

6.

cava fundo no peito 
tenta encontrar 
a palavra escondida 
é preciso ir além 
da epiderme 
dilacerar a carne 
romper nervos e veias 
ver transpassado 
o bruto 
coração

7.

pretos 
pousam pássaros 
no fio 
desencapado 
dos meus nervos

8.

tenho pena do goleiro 
patética figura (tão humana) 
sempre à espera 
do que não pode ser 
eternamente 
contido

9.

miúda e vermelha pende
pro lado em que o vento
flor

10.

maçãs repousam dentro de nós 
: eo rubro tom na vidraça
e de repente
a paz — das águas do lago
mergulha em mim 
: inteira

11.

assim então, dentro de mim 
nasce um poema 
enquanto outro morre 
moto perpétuo 
roda d'água
que move a lâmina 
que faz serrar a pedra (bruta) 
e faz brotar a flor



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