sábado, 4 de mayo de 2013

JOAO MELO [9757]



João Melo
Aníbal João da Silva Melo (Luanda , 05 de septiembre de 1955 ) es un escritor y periodista de Angola.

João Melo estudió Derecho en Portugal y Angola. Se graduó en Comunicación Social e hizo maestría en Comunicación y Cultura en Río de Janeiro.
Como periodista profesional, trabajó en la Radio Nacional de Angola, el Jornal de Angola y en la Agencia Angola Press.
Miembro fundador de la Unión de Escritores Angoleños, en este organismo actuó como secretario general y presidente del Comité de Dirección. En la actualidad gestiona una agencia de comunicación privada.

Obras

Poesía

Definição (1985)
Fabulema (1986)
Poemas Angolanos (1989)
Tanto Amor (1989)
Canção do Nosso Tempo (1991)
O caçador de nuvens (1993)
Limites e Redundâncias (1997)
A luz mínima (2004)
Todas as palavras (2006)
Autorretrato (2007)
Novos poemas de amor (2009)
Cântico da terra e dos homens. Lisboa: Editorial Caminho, 2010. ISBN 9789722121323

Otras obras

Añadir a su producción literaria cinco libros de cuentos:

Imitação de Sartre e Simone de Beauvoir (1998)
Filhos da Pátria (2001)
Este trabajo incluye diez cuentos en los que se narran los acontecimientos en relación Angola post-independiente. Este territorio tiene sus particularidades con los niños, en un espacio tan especial es que las afueras de Luanda, es decir, los barrios bajos. Los residentes de hogares de arena, estos seres oprimidos que viven en los márgenes de la sociedad, buscando formas de sobrevivir al proceso político-económico excluyente.
El autor pone de relieve estos medios de vida. Lleva a cabo esta hazaña denunciando las prácticas de los sujetos marginales de su historia.
The Serial Killer e outros contos risíveis ou talvez não. Lisboa: Editorial Caminho, 2004. ISBN 9789722116060
O dia em que o Pato Donald comeu a Margarida pela primeira vez. Lisboa: Editorial Caminho, 2006. ISBN 9789722117739
O homem que não tira o palito da boca. Lisboa: Editorial Caminho, 2009. ISBN 9789722120777

Y un ensayo periodístico:

Jornalismo e Política (1991)




Promesa de amor

Construiré para ti una casa terrestre,
hecha de pan y luz y música,
donde quepas apenas tú
y no haya espacio para los intrusos

Y cuando a la noche nos amemos,
como se amaron
el primer hombre y la primera mujer,
mandaré que repiquen los tambores

-para que sepan todos que volvieron al mundo
el primer hombre y la primera mujer.


Publicado en Revista Agulha
Traducido del portugués por Myriam Rozenberg







SOL NO MUCEQUE

Redonda lâmpada acesa
a amarela luz alastrando-se
por sobre o zinco das cubatas
Os fartos cabelos
das mulembeiras
raparigas cartando água
no chafariz
Meninos de barriga inchada
brincando com bola ou
tampas de garrafa

         (Poemas angolanos)






LÍRICA XVII

Amada amada
porque suplicaste
que eu lançasse o meu esperma
contra o negro capim?
Avisaste-me é certo
que apenas te poderias dar
quando a lua furtiva se ocultasse
atrás das montanhas
Mas por um instante
imaginei loucamente
que fosse um acesso de romantismo

                   (Poemas angolanos)






TARDE A PINO

Um céu aberto
em que brilha uma enorme bola
pintada de amarelo
e donde caem
pequenos pássaros
de limpos tons quentes
que     sonoros     vão poisar
nas várias mulembas que
uma qualquer
mão certeira
estrategicamente aqui colocou
neste amplo terreiro








DIZ QUE ME AMAS

Diz que me amas sussurras
imploras exiges
berras
com todas as vísceras
diz diz que
me amas quem sou o que sou
furas-me
o peito
com tuas belas unhas azuis
quem sou eu nada tudo tua
diz que me amas explodes
explodes explodes
porque porque
quem és tu de que limbo
surgiste anjo contumaz
de que noite
atávica que flores
são estas
que irrompem de teus dedos
que pavor assoma aos
meus olhos quando 
me amas diz
diz que me amas porque
me amas diz dizes xingas
e desfaleces
alegre &
triste pois
eu não tenho respostas prontas
eu apenas
te amo
ponto ponto.







REPOUSO

(tuas asas silentes levemente pousam
sobre meus olhos
e encobrem meus medos)

lá fora é a rua:
há um grito de cal
estridente como uma buzina
e cabeças passam
esfaqueadas pelo sol

aqui — tuas asas
enormes e vaporosas
apaziguam o clima...

há uma guerra lá fora:
o nosso amor contra a guerra?
— sangue jovem de pé
pelo nosso amor

ah, tuas asas tranqüilas me protegem:
deixei de escutar as bombas...

Quando sair, amor
estarei mais forte para a batalha




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