miércoles, 23 de septiembre de 2015

ANDREIA DONADON LEAL [17.121] Poeta de Brasil


ANDREIA DONADON LEAL

Andreia Donadon Leal (DEIA Leal), nacida en Itabira, MG, Brasil se crió en Santa Bárbara, MG y actualmente reside en Mariana, MG. 

Artista, poeta, cuentista, licenciada en Letras por UFOP, Licenciatura en Estudios Literarios y estudiante graduada en Artes Visuales - Cultura y Creación. Miembro del Consejo Editorial de la Revista e Illustrator y Aldaba Cultural Aldaba Literatura y Artes Asociación, Gobernador del Instituto Brasileño de culturas internacionales en Minas Gerais. Miembro de la Academia de Letras de Río - Ciudad Maravillosa y Virtual Academia Poetas y Escritores.

Escribe cuentos, ensayos y poemas para Diario aldaba Cultural desde 2002. Publicó el libro Hai-kai "En Senderos de Basho" en 2005 con la ruta I - Casi! Cuentos Publicado en General Prosa - Anthology - Clesi - 2006.Publicação Año de Poesía "La poesía de bolsillo" - Clesi - 2005 y 2006 la publicación de poemas y cuentos en revistas culturales electrónicos en Brasil, Chile, España y Argentina. La publicación del libro de poesía "Paisaje Nocturno" en 2007. Se concede el cuarto y quinto CECON CECON, Concurso Estatal de Cuentos, 2004 y 2005, el Clesi, Ipatinga, MG. 1er lugar en el Concurso Nacional de Poesía "Falls Award" de - 2006 - Foz do Iguaçu - Paraná. Mención de Honor en el quinto Concurso Nacional de Cuentos Guemanisse - 2007. Utilizado en Literario Concurso Internacional concede Letras - Alpas - 2007 -. Crónica y Poesía deiadonadon@yahoo.com.br 






LEAL, Andreia Donadon.BICALHO, Gabriel, organizadores.   EL LIBRO DE ALDRAVIAS II / II EL LIBRO DE LAS ALDRAVIAS.  Traducción y adaptación al español: Begoña Montes Zofío y Donadon Andreia Leal. Marina, MG: Golpeador de Literatura y Arte, 2013. 344 p. 15x122 cm. Arte de la cubierta: Deia Leal. ISBN 978-85-89269-65-0 Antología bilingüe. Col. Bibl. Antonio Miranda




FLOR DE NARANJO

no recojo
matorral
hierba
y
capín
en el fondo del patio
destrozaron
verde
rosa
lila
y
mi flor de naranjo
mis ojos tristes
miran
las hojas secas
del matorral
de la hierba
de la flor de naranjo
verde deslustró/
rosa desapareció
restó:
sepia mezclado
con rojo ocre
solo al fondo del patio
una ramita tímida
de flor de naranjo
camuflada.




ESQUIZO

tereza
tico
tuca
limpia salón
mamá lava la ropa
papá arrastra neumático cuadrado
coche de lata amasada
dos hombres se matan
tránsito congestionado
línea roja
línea amarilla
¡arreeeeee!
pito paciente
cara de político
coche en el medio del capín
agujero
señalización divergente
en la fila
banco de sus vacíos
dulce de membrillo-postre
queso suizo
detergente con fragancia de ordenador
armario oliendo a nevera
ratón vuela
caballo rastrea
serpiente galopa
maleta en la cabeza
pájaros comiendo árboles
buitres eructando perfume
contenedores de basura
boca de cucaracha
punta de asa de avispa
alambre de ropas sucias
risa amarilla
enfado
tornillo suelto
literal
diccionario
puntas de tiza
esculpo en el suelo
postal sucio
diseño en nube
escenario telúrico
plaga vestidas de blanco
comadre debajo del culo
almohada babeada
dos cartelas y medias de pastillas
tranquiliza hasta a un león:
esquizofrenia




PORTAL DE AFRODITE

mi voz de mujer
versos no leídos
conoce la gama
y
las vibraciones sonoras
de múltiples voces
arrancadas del fondo del alma

mi voz de mujer
reversos sombríos
irrumpe
las tinieblas del frío inmenso
o
de las ondas de calor
que sudan y vierten
deshidratación del cuerpo

rompo barreras
resurjo de las tinieblas
toque tenue en el color lila
sobre puntos oscuros del amor
para yuxtaponer
múltiples voces
que se enmarañan
dentro de mi ser
arma da garganta
vocea al mundo:
- tristes palabras
si no hablan de amor




LLORO

tengo que llorar
hay muchas aguas
inundando mi alma…

un mar se agiganta
en el piélago del ser
y
derrama
dulces aguas amargas
mi lloro no es triste
ni sentido,
es injustificado
voy a llorar mis gotas
y
mojar
las aguas del atlántico
guijas roladas
-¡tengo que llorar, ora!
el lloro insiste en brotar
por la apertura de los ojos
y
correr libremente
cara afuera
¿lloro?
¿quien fue que dije
que hombre no llora?
¿no desparrama líquidos en la rendija de los ojos
gime balbuceos incomprensibles?
¡Voy a llorar, ora!
Si hombre o mujer
un día,
todos lloran




AROMA

siento aroma de melocotón
penetrando mis narices
aroma de fruta madura
y semilla fresquita
dura, tierna
dentro del fruto
despierta mi gula
de abrir la boca
y
la devora  entera
siento aroma de melocotón
inflamando mi líbido.




AMOR SIN CENSURA

¿lo que es mi amor, si no consumo
irracional de gotas de sudor
hidratando la piel
y
deshidratando el cuerpo?
mi amor:
raimunda en el país de las maravillas
bodas de velo y ramillete de flores secas
carruaje con neumático perforado
conducido por chófer
emborrachado.
¿quién dije que el amor ultrapasa señal
en vía única y sobrevive
a vueltas y idas?

mi amor:
pío de coruja
lloro de gata en celo
piedra puntiaguda
en el
inicio
medio
y
fin

mi amor
prohibido, vagabundo, bellaco
represión de sentimientos
y sensaciones censuradas.




Andreia Donadon Leal

Andreia Donadon Leal (Deia Leal), natural de Itabira, MG, cresceu em Santa Bárbara, MG e atualmente reside em Mariana, MG. Seu ateliê fica em sua residência, onde mantém um conjunto representativo de obras em exposição.
Andreia Donadon Leal, também poeta e contista, licenciada em Letras pela UFOP, produz arte aldravista, de orientação metonímica, cujos traços apresentam apenas parte de algo na expressão de uma totalidade, ou uma totalidade que expressa apenas uma visão específica de uma representação pincelada pela liberdade constitutiva da arte.
Publica poesias e contos no jornal Aldrava desde 2002. 
• Publicou o livro de Hai-kais “Nas Sendas de Bashô” em 2005 com a senda I – Quase!
• Publicação de poemas e contos em sites do Chile e da Espanha.
• Premiada no 4º CECON, Concurso Estadual de Contos, 2004, do CLESI, Ipatinga, MG, com o conto Flora. 
• Premiada no 5º CECON, 2005, do CLESI, com o conto Amanhã, hoje, ontem! 
• 1º lugar no Concurso Nacional de Poesias “Prêmio Cataratas” - 2006 - com a obra ‘ANJOS DA TERRA’ – Foz do Iguaçu.
• Publicou o livro Cenário Noturno (poesia) Aldrava Letras e Artes, 2007.
• Publicou o livro 'Ventre I'. In: Ventre de Minas. Aldrava Letras e Artes, 2009.
• Publicou o livro de contos Flora: amor e demência. Aldrava Letras e Artes, 2010.
• Publicou o livro de poesia essências: sonhos e freutos e luzes. Aldrava Letras e Artes. 2011.
• Organizou o livro Lumens. Aldrava Letras e Artes. 2011.
• Organizou o livro Écrivains Contemporais du Minas Gerais. Yvelin / Divine Éditions. Paris, 2011.
• Ilustradora do Jornal Aldrava Cultural


FLOR DE LARANJEIRA

Não recolho
mato
erva
e
capim
no fundo do quintal.
Destroçaram
verde
cor-de-rosa
violeta
e
minha flor de laranjeira.
Meus olhos tristes
miram
as folhas secas
do mato
da erva
e
da flor de laranjeira.
Verde desbotou
cor-de-rosa desapareceu,
restou
:
sépia misturado
com vermelho ocre.
Só no fundo do quintal
um galhinho tímido
de flor de laranjeira
camuflado.



ESQUIZO

tereza
tico
tuca
limpa salão
mãe lava roupa
pega fogo no gelo
pai arrasta pneu quadrado
carro de lata amassada
dois homens se matam
trânsito congestionado
linha vermelha
linha amarela
arreeeeeeeee!
apito paciente
cara de político
carro no meio do capim
buracos
sinalização divergente
na fila
banco de SUS vazio
marmelada-sobremesa
queijo suíço
detergente com fragrância de CPU
armário cheirando à geladeira
rato voa
cavalo rasteja
cobra galopa
mala na cabeça
pássaros comendo árvores
urubus arrotando perfume
latas de lixo
boca de barata
ponta de asa de vespa
varal de roupas sujas
riso amarelo
enfado
parafuso solto
literal
dicionário
pontas de giz
cuspe no chão
postal sujo
desenho em nuvens
cenário telúrico
pragas vestidas de branco
comadre debaixo da bunda
travesseiro babado
duas cartelas e meia de pastilhas
sossega leão
:
Esquizofrenia


PORTAL DE AFRODITE

Minha voz de mulher
versos noturnos
conhece a gama
e
as vibrações sonoras
de múltiplas vozes
arrancadas do fundo da alma
minha voz de mulher
reversos sombrios
irrompe
as trevas do frio insano
ou
das ondas de calor
que suam e despejam
desidratação do corpo
rompo barreiras
ressurjo das trevas
em toque tênue na cor lilás
sobre pontos escuros do amor
para apor
múltiplas vozes
que se emaranham
dentro do meu ser
minha voz de mulher
arma-da garganta
brada ao mundo
:
- tristes palabras
si no hablam de amor.


CHORO

tenho que chorar
há muitas águas
inundando minh'alma...

um mar se agiganta
no pélago do ser
e
entorna
doces águas amargas...

meu choro não é triste
nem sentido,
é injustiçado...
vou chorar minhas gotas
e
molhar as águas do atlântico
e
os seixos rolados.

- tenho que chorar, ora!
o choro insiste em brotar
pela abertura dos olhos
e
correr livremente
rosto afora

choro?
quem foi que disse
que homem não chora
?
não esparrama líquidos pela fresta dos olhos
e
geme balbucios incompreensíveis
?

vou chorar, ora
!
se homem
mulher
...
um dia, todos
todos choram


CHEIRO DE PÊSSEGOS

Sinto cheiro suave de pêssegos
penetrando minhas narinas,
cheiro de fruta madura aberta
e
semente fresquinha
dura, tenra
dentro de fruto.
Cheiro agridoce
desperta minha gula
de abrir a boca
e
devorá-la inteira.
Sinto cheiro suave de pêssegos
assanhando minha libido.



AMOR SEM CENSURA

O que é meu amor, se não consumo
irracional de gotas de suor
hidratando pele
e
desidratando corpo
?

Meu amor
:
Raimunda no país das maravilhas
casamento de véu e ramalhete de flores secas
carruagem com pneu furado
guiada por chofer
embriagado.

Quem disse que o amor ultrapassa sinal
em via única e sobrevive
a voltas e idas
?

Meu amor
:
pio de coruja
choro de gata em cio,
pedra pontiaguda
no
início
meio
e
fim

Meu amor
:
proibido,vagabundo, velhaco,
repressão de sentimentos
e sensações censuradas. 








Sonho V

Imagens são sonhos afetos
colam nas telas
nas fotografias
e lembram alguma coisa
de esculturação natural
imagens são sonhos afetos
a beijar uma superfície




Rêve V

tradução: Athanase Vantchev de Thracy

Les images sont des rêves
Pleins d’affection,
On les retrouve sur les écrans,
Dans les photographies,
Elles sont semblables à des sculptures vivantes.
Les images sont des rêves
Pleins d’affection,
Des rêves qui posent leurs baisers
Sur des surfaces lisses



beija-flor - desenho de Deia Leal





ANJOS


Anjos caem do céu
:
negros
brancos
pardos
amarelos
e
anunciam
:
no céu
na terra,
todos filhos de Deus!



Mariana                                     

Ouviram das ruas de mariana
badalos festivos de sinos
macios
puros
divinos
e ternas
vozes de crianças.

Ouviram da rachadura do céu
sincopada banda do mestre Gegê
canto de anjos
gorjeio uníssono de pintassilgos
sabiás e bem-te-vis.

durão!
cláudio!
alphonsus!
ecos poéticos 
inversa canção:
zumbidos soprados
v e n t o s declamados
Ouviram das montanhas de minas

No céu
na terra
nas montanhas
no Ribeirão do Carmo
ouviram diversas vozes
em som retumbante
mariana!
pátria amada de minas!



Não sou Lagartixa

Disseram que sou esquisita,
isto sei desde menina...
De tão esquisita
não pareço
nem uma lagartixa.
Sou tão esquisita 
que 
lagartixa
é 
mais bonita.
Talvez quiseram dizer
que sou feia
sem graça
sem jeito
e
esquisita.
Sou esquisita mesmo

não pareço lagartixa.



Viver Eternamente

Se falasse a língua de deus
minha alma não se perderia
no lixo cósmico.
Quisera viver inutilmente
mais
e
mais
e
mais,
ainda exausto de viver.
Esta exaustão infinita
escrava
perpétua
viciada
:
viver
e
rastejar
meu corpo gelatinoso
pelas calles pedregosas,
mais

mais
ainda mais....
Meu corpo se decompondo,
esta decomposição lasciva
de pele desbotada
frisada de pregas

flácida idade.
Meu clamor será ironizado
esquartejado
:
viver mais

mais
e
ainda mais
e
ainda muito mais...




O Fogo da Vaidade

Mortais!
Danados mortais.
Que rei sou eu?!
Impetuoso,
acumulado de ira intelectual
desacordado de realidade,
carne e bife tirado da unha
do cotovelo destroçado.

Que rei sou eu?!
Enviesado nas minhas ocres palavras
em meu castelo de paredes mofadas
enclausurado em versos fora de moda.
Que fogo intenso
feito brasa chapada 
não queima,
dói 
e
corrói lentamente
minhas entranhas
e ossos comidos de osteoporose
pelo calor da idade?
Minha clausura não me basta,
os out-doors da cidade 
picham caras de santo;
não santos esculpidos 
pelas mãos de Aleijadinho,
não santos pintados 
nas naves das igrejas
pelas mãos de Athaíde.

Eu, na minha clausura
escondo meus defeitos
muerto e apagado
feito fumaça que levanta vôo 
na brasa que queima 
minha alma!
Que rei sou eu
que evapora junto
com as cinzas da morte?!










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