domingo, 31 de mayo de 2015

AUGUSTO MEYER [16.151] Poeta de Brasil


AUGUSTO MEYER

Augusto Meyer (Porto Alegre, 24 de enero de 1902 — Río de Janeiro, 10 de julio de 1970) fue un escritor, periodista, ensayista, poeta, memorialista y folclorista brasileño. Fue miembro de la Academia Brasileña de Letras y de la Academia Brasileña de Filología. Está considerado como uno de los más importantes representantes del modernismo en Río Grande del Sur, junto con Raul Bopp y Mário Quintana.

Sus padres, Augusto Ricardo y Rosa Feldmann Meyer, eran inmigrantes alemanes. Realizó sus primeros estudios en Porto Alegre, para luego dedicarse a los estudios literarios y de idiomas. Colaboró en diversos periódicos de Río Grande del Sur, especialmente en Diário de Notícias y en Correio do Povo, ambos de Porto Alegre, escribiendo poemas y ensayos críticos.

En 1920 publicó su primer libro de poesías, A ilusão querida, pero fue con Coração verde (1926), Giraluz (1928) y sobre todo con Poemas de Bilu (1929) que su trabajo alcanzó renombre nacional. Como poeta que formó parte del modernismo gaúcho, introdujo una veta regionalista en su poesía.

Formó el primer grupo modernista de Río Grande del Sur, junto con Teodomiro Tostes, Rui Cirne Lima, Vargas Neto y Pedro Vergara. En 1926 fundó la revista Madrugada con Theodemiro Tostes, Azevedo Cavalcante, João Santana, Miranda Neto y el ilustrador Sotéro Cósme.

Como ensayista y crítico literario ayudó a divulgar en Brasil gran cantidad de autores nacionales y extranjeros, entre ellos Proust, Rimbaud y Camões. En particular se destaca su ensayo sobre Machado de Assis. También estudió el folclore de Río Grande del Sur en títulos fundamentales como Guia do folclore gaúcho (1951) y Cancioneiro gaúcho (1952).

Su obra como memorialista, influida por Proust, se caracteriza por una línea lírica, mezcla de memoria, autobiografía y fantasía evocativa. Incluye los títulos Na Praça da Matriz – Trecho de Memórias (1946), Segredos da infância (1949) y No tempo da flor (1966).

Fue director de la Biblioteca Pública del Estado, en Porto Alegre, desde 1930 a 1936. Invitado por el presidente Getúlio Vargas para organizar el Instituto Nacional do Livro, se trasladó a Río de Janeiro en 1937 junto a un grupo de intelectuales gaúchos. Fue director del INL durante cerca de treinta años. Dirigió la cátedra de Estudios Brasileños en la Universidad de Hamburgo, Alemania, y fue agregado cultural de Brasil en España. El 12 de mayo de 1960 fue elegido miembro de la Academia Brasileña de Letras. También fue miembro de la Academia Brasileña de Filología.

En 1947 recibió el Premio de la Sociedad Felipe d'Oliveira en la categoría Memorias y en 1950, el Premio Machado de Assis de la Academia Brasileña de Letras por el conjunto de su obra literaria.

Obra

Poesía

A ilusão querida (1920)
Coração verde (1926)
Giraluz (1928)
Duas orações (1928)
Poemas de Bilu (1929)
Sorriso interior (1930)
Literatura & poesia, poema em prosa (1931)
Poesias 1922-1955 (1957)
Antologia poética (1966)

Ensayos

Machado de Assis (1935)
Prosa dos pagos (1943)
À sombra da estante (1947)
Notas Camonianas – Comentários críticos (1955)
Le Bateau ivre. Análise e interpretação (1955)
Preto & Branco (1956)
Gaúcho, história de uma palavra (1957)
Camões, o bruxo e outros estudos (1958)
A chave e a máscara (1964)
Prosa dos Pagos (1960)
A forma secreta (1965)

Sobre folclore

Guia do folclore gaúcho (1951)
Cancioneiro gaúcho (1952)
Seleta em prosa e verso (1973)

Memorias

Na Praça da Matriz – Trecho de Memórias (1946)
Segredos da infância (1949)
No tempo da flor (1966)



Augusto Meyer, pintura de Cândido Portinari,
1937 – pintura a óleo/tela Rio de Janeiro, 65,5x55 cm





Traducción de Adán Méndez


MINUETE

El minuete de las flores va empezar.

Hay una rosa roja que oscila, oscila,
en reverencia a un lirio.

Tocan los grillos escondidos para la cuadrilla.

Hay un crisantemo crespo muy orgulloso,
y su corola parece que gira.
Él baila inmóvil consigo mismo...

También las hojas secas valsean,
— organillo al viento —
valsean remolinos silenciosos,
— hojas ingenuas — baile de pobres...

Bailan las flores, bailan perfumes en mi alma.
El minuete de las penas va empezar.
Mi alma no baila con las otras almas:
— baila inmóvil — consigo misma...

Extraído de VISIÓN DE LA POESÍA BRASILEÑA – Edición bilíngue. Selección y prólogo de Thiago de Mello.  Santiago de Chile: Red Internacional del Libro; Embajada de Brasil, 1996



FIGUEIRA, Gaston.  Poesía brasileña contemporânea (1920-1946)  Crítica y antologia.   Montevideo: Instituto de Cultura Uruguayo-Brasileño, 1947.  142 p. 18x23 cm.  Col. A.M.



ORACIÓN A NUESTRA SEÑORA DE LOS DOLORES

Nuestra Señora de las siete espadas
clavadas,
enséñame a salir de las encrucijadas.

Rosa adorada, Madre, parece
que mí boca impura se estremece
cuando murmura: Nuestra Señora...

Voy a hacer ahora la loa más pura,
voy a rezar tan simplemente la plegaria
que tú, Madre, sonreirás con pena de mí, oyendo mis palabras rimadas.

Bien sé cómo es vano poner en verso la humilde canción.
Mas bien sé también que Tú eres tan buena,
tan buena y tan grande, María,
que no quise comenzar este rezo diciendo: Vos...

Ten (pena de la mirada que no se posa y de las manos que no paran!
Ten pena de nos!
Dame tu pensamiento un minutíto —así— como la uña del dedo menique.

Llega —
             feliz, comienzo a cantar,
cantar como la voz viva y clarísima de las fuentes,
cantar tu nombre, Santa María, que pone una rosa adorable en la boca,
a cantar tan bien. Madre, que los hombres dirán: milagro!
Nuestra Señora tocó en su corazón con la punta del dedo meñique.






MINUETE

O minuete das flores vai começar.

Ha uma rosa vermelha que balouça, balouça,
em reverência a um lírio.

Tocam os grilos escondidinhos para a quadrilha.

Há um crisântemo crespo muito orgulhoso,
e sua corola parece que gira.
Ele dança imóvel — consigo mesmo...

As folhas secas também valsam,
— realejo ao vento —
valsam remoinhos silenciosos,
— folhas ingênuas — baile de pobres...

Dançam as flores, dançam perfumes na minha alma.
0 minuete das mágoas vai começar.
Minha alma não dança com as outras almas:
                   — dança imóvel — consigo mesma...


CANÃO DO NEGRINHO DO PASTOREIO

Negrinho do Pastoreio,
Venho acender a velinha
que palpita em teu louvor.
A luz da vela me mostre
o caminho do meu amor.

A luz da vela me mostre
onde está Nosso Senhor.

Eu quero ver outra luz
clarão santo, clarão grande
como a verdade e o caminho
na falação de Jesus.

Negrinho do Pastoreio
diz que Você acha tudo
se a gente acender um lume
de velinha em seu louvor.

Vou levando esta luzinha
treme, treme, protegida
contra o vento, contra a noite. . .
É uma esperança queimando
na palma da minha mão.

Que não se apague este lume!
Há sempre um novo clarão.
Quem espera acha o caminho
pela voz do coração.

Eu quero achar-me, Negrinho!
(Diz que Você acha tudo).
Ando tão longe, perdido...
Eu quero achar-me, Negrinho:
a luz da vela me mostre
o caminho do meu amor.

Negrinho, Você que achou
pela mão da sua Madrinha
os trinta tordilhos negros
e varou a noite toda
de vela acesa na mão,
(piava a coruja rouca
no arrepio da escuridão,
manhãzinha, a estrela d'alva
na luz do galo cantava,
mas quando a vela pingava,
cada pingo era um clarão).
Negrinho, Você que achou,
me leve à estrada batida
que vai dar no coração.
(Ah! os caminhos da vida
ninguém sabe onde é que estão!)

Negrinho, Você que foi
amarrado num palanque,
rebenqueado a sangue
pelo rebenque do seu patrão,
e depois foi enterrado
na cova de um formigueiro
pra ser comido inteirinho
sem a luz da extrema-unção,
se levantou saradinho,
se levantou inteirinho.
Seu riso ficou mais branco
de enxergar Nossa Senhora
com seu Filho pela mão.

Negrinho santo, Negrinho,
Negrinho do Pastoreio,
Você me ensine o caminho,
pra chegar à devoção,
pra sangrar na cruz bendita
pelo cravos da Paixão.
Negrinho santo, Negrinho,
Quero aprender a não ser!
Quero ser como a semente
Na falação de Jesus,
semente que só vivia
e dava fruto enterrada,
apodrecendo no chão.



GAITA

Eu não tinha mais palavras,
Vida minha,
Palavras de bem-querer;
Eu tinha um campo de mágoas,
Vida minha,
Para colher.

Eu era uma sombra longa,
Vida minha,
Sem cantigas de embalar;
Tu passavas, tu sorrias,
Vida minha,
Sem me olhar.

Vida minha, tem pena,
Tem pena da minha vida!
Eu bem sei que vou passando
Como a tua sombra longa;
Eu bem sei que vou sonhar
Sem colher a tua vida,
Vida minha,
Sem ter mãos para acenar,
Eu bem sei que vais levando
Toda, toda a minha vida,
Vida minha, e o meu orgulho
Não tem voz para chamar.





MEYER, Augusto.  Poemas de Bilu. 2ª. Edição.  Rio de Janeiro: Irmãos Pongetti, 1955.  102 p.  13x19 cm.    “Orelha” do livro por Érico Veríssimo.  “ Augusto Meyer “  Ex. Biblioteca Nacional de Brasília.



FÔRÇA

Olha o sol!
Corre uma sombra no lombo do morro.
Há pedaços de luz que já voltaram.

Tudo invade a visão:
esguicho roxo de jacarandás,
atropelo vermelho dos telhados,
verde-gaio na folhagem trêmula.

Que ventinho moleque bulindo nas folhas...

Parece que o mundo nasceu de novo.



GRINFA

Quero provar o gosto novo das palavras
sobre a tua boca.
Será um poema gostado:
a tua boca forma a rima cruzada.

Quero medir a terra boa do teu corpo,
também sou agrimensor.
Te dou um vestido de mãos.
Toma um cinto de abraços.

Como a gente se completa...
O corpo-duplo tem alma.
Um mais um igual a Um.

Mas não fales no AMOR.

Repara:
é uma palavra desgraçada

é uma palavra engraçada que separa.



CAVAQUINHO

O amor é um mal engraçado,
dá na gente de repente,
dá mas pede, pobrezinho,
pede esmolinha, coitado.

O amor nasce desgraçado.

Mas ô besteirinha atroz,
arretira os é de riba,
amor é cruz enfeitada
que põe desgraça na vida,
é loucura dividida
na solidão disfarçada.

O mar é estrada batida.

http://www.antoniomiranda.com.br/iberoamerica/brasil/augusto_meyer.html








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