miércoles, 22 de abril de 2015

VALDECK ALMEIDA DE JESUS [15.713] Poeta de Brasil


Valdeck Almeida de Jesus 

(Jequié, Brasil, 1966). Es periodista, funcionario público, editor, escritor y poeta. Publicó Memorial del Infierno: la saga de la familia Almeida en el jardín del Edén; Hechizo contra el hechicero; Valdek es Prosa y Vanice es Poesía; 30 años de Poesía; Heartache Poems; Yes, I am gay. So what? – Alice in Wonderland; El MST y los Medios: un análisis del discurso sobre el Movimiento de los Sin Tierra en los diarios La Tarde y El Globo online; (co-autor: Jobson Santana), entre de otros, y participa en casi noventa antologías. Colabora con los sitios Favas Contadas, Artigonal, Web Artigos, Recanto das Letras, Portal Literal, Portal Villas, Pravda, PodCultura, Overmundo, Dino, Dzaí, Difundir, Jornal do Brasil y Só Artigos. Tiene textos divulgados en las radios online Sol (Diadema-SP), Raiz Online (Portugal) y CBN (Globo).



De Amores y dolores de un poeta


Queremos ser, no queremos tener

De nada sirve bramar
Reclamar, si no colocamos
La mano en la masa y hacemos nuestro pan…
Hay mucha hambre,
Hambre de conocimiento,
Hambre de empleo,
Hambre de cultura,
Hambre de tenis Nike,
Hambre de portada de revista…
Vamos a rebelarnos,
Vamos a cambiar el rumbo del mundo…
Nuestra hambre es otra…
Hambre de justicia,
De división de la renta brasileña…
¡De menos hipocresía y más actitud!




Você é lixo não reciclável

“O homem morre pela primeira vez quando perde o entusiasmo” Honoré de Balzac

A instituição é tudo meta
a instituição é tudo número
a instituição é resultado
não respeita o teu limite
chama de senil
tua experiência
te discrimina
pela tua diferença
denomina de “bolota” teu sobrepeso
afirma “você não é burro”
sobre tua memória falha...
a instituição não te respeita
quer acelerar
quer correr e disparar
não se importa
se tua velocidade
agora é devagar
aumenta tua carga horária
corta a hora do lanche
diz que teu feriado
fim de semana e aniversário
é dia útil de trabalho
ela quer te matar
ameaça transferir
ameaça demitir
não quer nem saber
que tua vida tem limite
diz que você é forte
não se importa com tua sorte
não se importa com tua morte

Salvador, 17 de abril de 2015





Rua da Palha

E também do barro
poeira e pó
de gente sem eira
nem beira
nem pena nem dó
Rua da palha
e da fome
que comia mulher
e comia homem
Rua da pobreza
da doença
da tristeza
rua sem pedra
nem pau
calçada com merda
e espinho
onde a morte
roía os ossos
dos pobres diabos
mulambos de gente
ô povo insistente
que teima em viver
quando a fome
e doença
a falta de crença
quer todos na terra
embaixo da terra
pra acabar com a guerra
de não ter o que comer...

Rua da palha
sem telha e sem calha
sem chuva nem água
nem para beber
terreno baldio
pra gente sem brio
pra pobre morrer
Ali a criança
brincava contente
com a pança vazia
sem mesmo saber
que a fome comia
a sua esperança
que o seu futuro
jogado em dadinhos
ia ser no monturo

Salvador, 03 de dezembro de 2013





Lisboa, Madri, Roma, Nova York

Vocês podem me dar a paz?
Vou procurá-las brevemente.
Embaixo de tuas pontes tem vaga
para mais um louco trovador?

Reserve um banco de jardim para mim
Deixem um pouco de poluição
Guardem um tiro de escopeta
Ou quem sabe uma bala de canhão.

Assegurem-me a incerteza de viver
Reservem um pouco de solidão
Guardem falta de esperança e de fé
Que serei teu terrorista predileto.

Explodirei pontes e edifícios
Matarei inocentes e desconhecidos
Somente se me derem o anonimato
Pra sofrer calado sem ser aborrecido.

John Lennon, Indira Ghandi e EU
Fomos grandes loucos pervertidos
Incapazes de sermos felizes
Apesar de doarmos paz aos loucos varridos.

Sou um grão perdido na imensidão
Que jamais será o primeiro ou o último
Pois estarei sempre pisado e cuspido
Como um verme louco e

06 de janeiro de 1991, 23:10 horas




Carne fresca

Adoro carne fresca
Assada, cozida, crua,
Tostada, queimadinha,
Estendida na cama, nua.

Carne jovem, morena, 
Carinhosa, saborosa,
Macia, quente, suculenta,
Marrom, vermelha, rosa.

Tatuada ou toda limpa,
Lisa, crespa, enrugada;
Mas que seja bem amada.

Fatiada ou peça inteira,
Peças pequenas ou postas;
Seja de frente ou de costas.

23 de novembro de 2012





Cirurgia na alma

Ouço rádio
leio revista
escrevo poemas
penso e repenso
É dia
É claro
É cheiro de higiene
Não preciso gritar
Não preciso chorar
Estou inteiro:
Física e Psicológica
Mas aos lados,
detrás das paredes,
em cima e embaixo
dores e risos
choros e prazeres
reinam.

Clínica São Vicente, 1º de agosto de 1991


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