miércoles, 21 de mayo de 2014

MARILDA CONFORTIN [11.767]


MARILDA CONFORTIN

Brasileña, nacida en 1956. 
Cuidad: Curitiba - Estado del Paraná - BRASIL
Profesión: Analista de Sistemas y escritora

Libros Publicados:

·Pedradas - crônicas. Editora Santa Mônica - PR - Brasil 
·Tris - poesia. Português/Español - Editora Scortecci - SP - Brasil 
·Gota a gota - poesia. Português/español - Linajes Editores - Tlalneplantha - México 
·Largo Esquerdo da Ordem - Imprensa oficial - Paraná 
·Mal me quer bem me quer - poemas desfolhados - Produção independente
·Antologias: Mujeres Mariposas sin Capullo; La palabra y el viento; Poetrix ; Entre Siglos; Talento Feminino em prosa e verso; Fragmentos Poéticos.

Principales premios

·Festival Nacional Canta Serpro - Belo Horizonte - Minas Gerais
·Categoria: Letrista; 
.Clasificación: primer puesto nacional
·X Gala Internacional de Pequeños Cantores - Figueira da Foz - Portugal - 
- categoria: Letrista; 
- Clasificación: Mejor letra estrangera.
·Concurso Nacional de Poesias Lindolfo Bell - Timbó - Santa Catarina
- Categoría Poesía;
- Clasificación - 10 puesto nacional
·III Concurso Internacional Literário aBrace - Brasília - Distrito Federal
- Categoría: Crónica; 
- Clasificación: primer puesto internacional

Festivales de Poesia:

· X Encuentro Internacional de Mujeres Poetas en el pais de las nubes - México/2003 - representante brasileira
· Encuentro Internacional de Escritores aBrace - Brasilia - DF e Uruguai
· III Festival Internacional de Poesia de Granada/2007 - representante brasileira









Sobre hombres e dioses.

¡Cállate, hombre!
¡No molestes a los dioses
con tus dudas tontas sobre las mujeres!
Los dioses son etéreos.
Nada saben sobre los seres de barro
moldeados por las manos de los hombres.
Tú me imaginaste y me esculpiste.
Tus manos conocen mis entrañas.
¿Por qué me buscas tan lejos?
De mis ojos hiciste brotar lluvias y relámpagos.
En mi sudor, pusiste la esencia del mar.
En mi voz, el canto de los pájaros
y me cubriste de nubes y misterios.
Para que fueras fuerte, escondiste en mi
todo el miedo que había en ti.
Me diste una apariencia frágil
para que los dioses no sospecharan
del inmenso amor que cargo en mi pecho. 
Hiciste de mi tu escondrijo.
Por eso siempre vuelves
en silencio a mi cuerpo.
Por eso me amas y me temes.
No preguntes a los dioses lo que saben de mí.
Pregunteme a mí, lo que sé de los dioses. 







Mar y amor

Sobre mar y amor, casi nada sé.
Sólo sé lo que dicen los poetas:
Que la luna los afecta, alucina.
Que su olor contamina, apetece.
Que la calmaría esconde misterios
en la poesía.
Que el ritmo de las olas
yendo y viniendo,
enloquece,
rompe rocas,
atormenta.
Hay tormenta.
Sé que el sabor de la sal
aumenta la sed
y que ambos son inmensos,
y ciegos.
Sobre mar y amor,
casi nada sé.
Ni siquiera sé nadar.






Estradinha
(para Tonicato)

Pare o carro! Agora!
Tá vendo, lá?
Lá está ela, me esperando.
Veja como se deita sob meus pés
oferecida...
Parece que sabe
que sou traída pelos olhos,
atraída por atalhos.

Olha!
Olha como se insinua,
despida, descalça,
cheia de curvas
margeadas de beijos brejeiros.
(Ah! se fosse minha,
eu mandava, eu mandava ladrilhar...)

E lá vai ela rebolando,
provocante,
ao encontro do horizonte.
(Alí na frente, ela entra um riacho,
pra se refrescar)

Morro de ciúmes
quando ela abraça aquele morro
fingindo se enamorar.
E quase me mata de susto
quando some atrás daquele arbusto
brincando de se esconder.

Ah! estradinha de terra...
Não corra! Me espera! Não vou demorar.

Hora dessas,
descalço esses sapatos
abandono esse asfalto
e fujo contigo pro mato.







Adestramento feminino

Por muitos séculos,
Nós, mulheres não fomos educadas.
Fomos domesticadas
Como cães.

Pare! Sai! Não!
Essa foi a primeira lição.
Expulsaram-nos do paraíso do lar
Por desejarmos comer o pomo (de Adão)

Calada! Quieta! Morta!
Quando demonstramos opinião
Fomos caçadas e queimadas
como bruxas, pela santa inquisição.

Senta! Deita! Rola! (com graça...)
Freqüentamos ricas escolas de adestramento
Para obter pedigri, atestado de raça
E garantia de bom casamento

De pé! Levanta! Passa! (lava, cose, serve)
Ensinaram-nos desde cedo essa função
Hoje, pagamos empregadas, domésticas
Fingimos que nos livramos da servidão.

Junto! Fica! Dá a mão!
Quando cumprimos essas ordens
ganhamos uma linda argola de ouro
e nos tornarmos fêmeas de estimação.

Pega! Aqui! Morda! Larga!
Ah! Os homens são tão divertidos!
Quando obedecemos, ganhamos comida,
Carinho e um dono chamado marido.

Ataque!
Esse comando é perigoso! Cuidado!
Se o adestrador for bem gostoso, obedeça.
Mas se não... esqueça, vire pro lado
e finja que está com dor de cabeça. 

Muitos homens e mulheres
ainda não sabem educar seus filhos.
Transferem essa função aos professores
Como se nas universidades, coitados
Não fossemos todos (a)mestrados.






LUAR

O teu clarão entra pela janela
Invade as profundezas do meu coração
Que bate forte, feito bateria
Num concerto ao vivo, cheio de emoção
Me faz lembrar, o tempo em que a vida
Era curar feridas feitas pelo amor
E que habitavas todas as esquinas
Como lamparina a me fazer cantor

Mas que saudades da viola linda
Que te faz infinda como o céu e o mar
Das madrugadas, todas encharcadas
Com beijos de fadas, sempre a me amar
Das caminhadas pela noite adentro
Com tua presença a me acompanhar
Balé mais lindo, vinhas me seguindo
Um passo após o outro
Até quase alcançar

Estou sentindo aquela nostalgia
Parece magia, que me faz sair
Viola em punho, o sangue fervendo
Coração batendo, querendo explodir
Vem minha musa, sou teu seresteiro,
Vem, me toma inteiro, me faz recordar
Mais que amantes, éramos errantes
Sempre que o dia vinha nos matar

Mas que saudades da viola linda
Que te faz infinda como o céu e o mar
Das madrugadas todas encharcadas
Com beijos de fadas, sempre a me amar
Minhas lembranças vão me absorvendo
E eu quase cedendo acho que vou chorar
Não sei se vale, mas tô com vontade
De matar saudades de você,  luar. 






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