jueves, 10 de octubre de 2013

DIANA DE HOLLANDA [10.674]


Diana de Hollanda

Diana de Hollanda es escritora y directora teatral, formada por la Universidad Federal del Estado de Río de Janeiro (Unirio). Autora del libro dois que não o amor (7 letras) y de las piezas encher-se, esvaziar-se, encher-se y Sísifo. En 2009, formó parte de la antología digital Enter, organizada por Heloisa Buarque de Hollanda, y fue premiada por el Forum Virtual de Literatura de la UFRJ por el blog Não saber a morte :
(www.opalaciouniversitario.wordpress.com). Desde 2005, participa en renombrados festivales de literatura como El Vértigo de los aires (MEX, 2009) y Un par de vueltas por la realidad (PER, 2010). Actualmente hace un master en Letras en la Pontificia Universidad Católica y escribe su primera novela, O Homem dos Patos, con una beca del Programa Petrobras Cultural.




(2)

feliz, como si hubiese posibilidad.
abrazada a alguien, el cigarro en su  cuello, sería feliz:
saltos, verdes campos.
abrazaría y me abrazarían, látigo al lado.
dormiría en cuanto  los miserables se ensuciasen las caras,
desconociendo el aliento.
de vez en cuando permitiría al devoto abrazado
abastecerme de estupidez.
en dos que no


(2)

feliz, como se houvesse possibilidade.
abraçada a alguém, o cigarro em seu pescoço, seria feliz:
saltos, verdes campos.
abraçaria e me abraçariam, chicote ao lado.
dormiria enquanto os miseráveis se sujassem as caras,
desconhecendo alento.
de vez em quando permitiria ao devoto abraçado
me abastecer de asneira.
em dois que não



(13)

no tengo tiempo para el dolor.
Ni siquiera un segundo hay para reaccionar contra la inercia.
(si nos perteneciesen, aún así, nada haría.)
opté por la voz
de un hombre que convive con el fracaso de existir en paz.
en dos que no



(13)

não tenho tempo para a dor.
sequer segundos há para reagir contra a inércia.
(se mos pertencessem, inda assim, nada faria.)
optei pela voz
de um homem que convive com o fracasso de existir em paz.
em dois que não




(1)

en tu lengua pasaré diez noches
extendida, esparciendo ácido cítricos
de entre diez devociones disimuladas.

al tambor rendiré mi vientre pérfido
y danzaré la desnudez cruda anís.
corrompido tu cuerpo, seco el resto.

en tu alma, por fin, derramaré
los venenos agudos de la pasión
en cuanto gozo del placer infinito.
en el amor




(1)

na tua língua passarei dez noites
estendida, espalhando ácidos cítricos
dentre dez devoções dissimuladas.

ao tambor renderei meu ventre pérfido
e dançarei a nudez crua anis.
corrompido o teu corpo, seco o resto.

na tua alma, por fim, derramarei
os venenos agudos da paixão
enquanto gozo do prazer infindo.
em o amor



(5)

qué hago cuando la luz se apaga y nada resta apenas
piso que digo para mí misma sola con teléfono
cerca número de tu casa grabado en la memoria voz
en los dolores innúmeros sabiendo que todos son apenas míos
y de las fotografías desnudas pegadas en la puerta de mi cuarto
en los ojos lagrimeados que yo hago cuando anhelo tus manos
escurridizas jóvenes inexpertas manos suaves y pasadas
tus manos tan poco pesadas que yo hago cuando sepa
de mí misma nuevamente me sabré la misma yo solamente
en el amor



(5)

que eu faço quando a luz apagar e nada restar apenas
chão que digo para mim mesma sozinha com telefone
perto número da tua casa gravado na memória voz
nas dores inúmeras sabendo que todas são apenas minhas
e das fotografias nuas coladas na porta do meu quarto
nos olhos lacrimejados que eu faço quando esperançar tuas mãos
escorregadias jovens inexperientes mãos macias e passadas
tuas mãos tão pouco pesadas que eu faço quando souber
de mim mesma novamente souber-me a mesma eu somente
em o amor

Traducción de Daniel Pérez Rivera










(Llegar nocturno, que no espere mucho para rendirse y acostarse. Entra. Pisa sin preocuparse por ensuciar. Resbala hacia adelante atrás. Ala donde aterriza vuela sin desvía sin pega corre sin frena. Dos se pierden entrelazando, enlaza por dentro; apareando aéreos, terrestres, un poco de ríe y chupa; sopla y goza. Tener donde dormir. Amaneciendo despierto en la oscuridad. Azul anida lo que se quiebra, rodar de acá para allá sin herirse. Dos que no se tiran a la basura, oyen cuando llueve y se protegen. Para que a salvo del ferino de pies como serpientes; de quien comenta y aconseja y mira mal. A salvo del que hostiliza aúlla embrolla rastrea o silencia. Protegen, impiden lo que destruye o extingue. Permanecer acolchado, acostarse enredado, sosiega no tener nada que hacer. (Llegar; espera para rendirte. Entra. Pisa sin preocupar por ensuciar. Desvía golpea frena. Dos se pierden, por dentro. En la oscuridad despierto. Rompe, para herirse. Dos se tiran a la basura, llueve. Ferino de pies como serpientes; comenta y aconseja y mira mal. Hostiliza aúlla embrolla rastrea o silencia. Destruye o extingue. Permanecer. Acostarse, no tener nada que hacer. (Llegar; rendirse. Ensuciar. Pega. En la oscuridad. Rompe, para herir. Llueve. Hostiliza aúlla rastrea o silencia. Destruye o extingue. Acostarse. (Ensuciar. En la oscuridad. Llueve. Hostiliza aúlla o silencia. Destruye o extingue. Acostarse.) (Ensuciar. Llueve. Aúlla o silencia. Destruye o extingue. Acostarse. (Aúlla o silencia. Destruye o extingue. (Destruye o extingue. (  )




Para dejarla corre en dirección a ella abrázala. Promete es eterno y  vete a Francia; país de los enamorados que se pierden. Son planes de fuga. Encogidos hacia dentro; invisible lo que hay por dentro. No lo pregones, huye. No pregonar Planea y huye. Personas queriendo programar tu día a día; tú lleno de colgantes, opiniones proyectos tatuajes ajenos. Desligarse, desconéctate, día tras día. Inalcanzable. No saludes. Y si, que no tiemble la voz. La misma constancia, el mismo ritmo. Todo está muy bien. Actúa como si estuviese todo muy bien. No sepas si algún día hubo algún problema. Cubre parte del cuadro. Di es todo lo que existe. Recórtala: es todo lo que existe. A las personas, condúcelas con los ojos vendados, hazlas tropezar. Llévalas al abismo: es todo lo que existe. Aquella mujer no tuvo importancia alguna, confirma que no te excitabas con ella; rubia, pechugona; la verdad induce al error. Soñó que se había equivocado. Había globos y ningún niño, por qué dijiste que te quedarías si finalmente te marcharías por qué dijiste era para siempre si finalmente te marcharías. Las interrogaciones piden el engaño. La histeria pide el engaño. La convivencia pide el engaño. Confía en mí. Descubrir que los dos habían estado conversando los dos habían estado conversando. No es verdad, confía en mí.

Traducció: Joan Navarro








(Chegar noturno, que não espere muito para se render e deitar. Entra. Pisa sem se preocupar com encardir. Desliza para frente trás. Asa onde aterrissa voa sem desvia sem bate corre sem freia. Dois se perdem entrelaçando, enlaça por dentro; acasalando aéreos, terrestres, um pouco de ri e chupa; venta e goza. Ter onde dormir. Amanhecendo no escuro acordado. Azul aninha o que se quebra, rolar de cá para lá sem se ferir. Dois que não se jogam no lixo, ouvem quando chove e se protegem. Para que a salvo do ferino serpentípede; de quem comenta e aconselha e mau olha. A salvo do que hostiliza uiva barulha rasteja ou silencia. Protegem, impedem o que destroi ou extingue. Permanecer acolchoado, deitar enredado, sossega não ter nada a fazer. (Chegar; espere para se render. Entra. Pisa sem preocupar com encardir. Desvia bate freia. Dois se perdem, por dentro. No escuro acordado. Quebra, para se ferir. Dois se jogam no lixo, chove. Ferino serpentípede; comenta e aconselha e mau olha. Hostiliza uiva barulha rasteja ou silencia. Destroi ou extingue. Permanecer. Deitar, não ter nada a fazer. (Chegar; se render. Encardir. Bate. No escuro. Quebra, para ferir. Chove. Hostiliza uiva rasteja ou silencia. Destroi ou extingue. Deitar. (Encardir. No escuro. Chove. Hostiliza uiva ou silencia. Destroi ou extingue. Deitar.) (Encardir. Chove. Uiva ou silencia. Destroi ou extingue. Deitar. (Uiva ou silencia. Destroi ou extingue. (Destroi ou extingue.)


Para deixá-la corra em direção a ela a abrace. Prometa é eterno e vá para a França; país dos namorados que se perdem. São planos de fuga. Encolhidos para dentro; invisível o que há por dentro. Não espalhe, fuja. Não espalhar Planeja e foge. Pessoas querendo programar o seu dia a dia; você cheio de penduricalhos, opiniões projetos tatuagens alheias. Desligar-se, desconecte-se, dia após dia. Inalcançável. Não cumprimente. E se, não tremule a voz. A mesma constância, o mesmo ritmo. Está tudo ótimo. Faça com que esteja tudo ótimo. Não saiba mais se algum dia houve algum problema. Tape parte do quadro. Diga é tudo o que existe. Recorte-a: é tudo o que existe. As pessoas, conduza-as vendadas, faça-as tropeçar. Leve-as ao abismo: é tudo o que existe. Aquela mulher não teve importância alguma, confirme não se excitava com ela; loira, peituda; a verdade induz ao erro. Sonhou que errara. Havia balões e nenhuma criança, por que você disse que ficaria se afinal iria embora por que disse era para sempre se afinal iria embora. As interrogações pedem o engano. A histeria pede o engano. O convívio pede o engano. Confia em mim. Descobrir que os dois estiveram conversando os dois estiveram conversando. Não é verdade, confia em mim.


Diana de Hollanda é escritora e diretora teatral, formada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Autora do livro dois que não o amor (7 letras) e das peças encher-se, esvaziar-se, encher-se e Sísifo. Em 2009, integrou a antologia digital Enter, organizada por Heloisa Buarque de Hollanda, e foi premiada pelo Fórum Virtual de Literatura da UFRJ com o blog Não saber a morte (http://www.opalaciouniversitario.wordpress.com). Desde 2005, participou de significativos festivais de literatura, como El Vértigo de los aires (MEX, 2009) e Un par de vueltas por la realidad (PER, 2010). Hoje faz mestrado em Letras na Puc e escreve o seu primeiro romance, O Homem dos Patos, contemplado pelo Programa Petrobras Cultural.





(Arribar nocturn, que no espere gaire a rendir-se i gitar-se. Entra. Trepitja sense preocupar-se per embrutar. Llisca cap endavant arrere. Ala on aterra vola sense desvia sense pega corre sense frena. Dos es perden entrellaçant, enllaça per dins; aparellant aeris, terrestres, un poc de riu i xucla; bufa i gaudeix. Tenir on dormir. Llostrejant despert en la fosca. Blau bressola allò que es trenca, rodar d’ací cap allà sense ferir-se. Dos que no es llancen al fem, escolten quan plou i es protegeixen. Perquè fora de perill del ferí de peus com serps; de qui comenta i aconsella i mira malament. Fora del perill del que hostilitza udola embrolla rastreja o silencia. Protegeixen, impedeixen el que destrueix o extingeix. Romandre enconxat, gitar-se embolicat, assossega no tenir res a fer. (Arribar; espera per rendir-te. Entra. Trepitja sense preocupar per embrutar. Desvia pega frena. Dos es perden, per dins. En la fosca despert. Trenca, per ferir-se. Dos es llancen al fem, plou. Ferí de peus com serps; comenta i aconsella i mira malament. Hostilitza udola embrolla rastreja o silencia. Destrueix o extingeix. Romandre. Gitar-se, no tenir res a fer. (Arribar; rendir-se. Embrutar. Pega. En la fosca. Trenca, per ferir. Plou. Hostilitza udola rastreja o silencia. Destrueix o extingeix. Gitar-se. (Embrutar. En la fosca. Plou. Hostilitza udola o silencia. Destrueix o extingeix. Gitar-se.) (Embrutar. Plou. Udola o silencia. Destrueix o extingeix. Gitar-se. (Udola o silencia. Destrueix o extingeix. (Destrueix o extingeix. (  )



Per deixar-la corre en direcció a ella abraça-la. Promet és etern i  ves-te’n a França; país dels enamorats que es perden. Són plans de fuga. Encongits cap dins; invisible allò que hi ha per dins. No ho difongues, fuig. No difondre Planeja i fuig. Persones volent programar el teu dia a dia; tu ple de penjolls, opinions projectes tatuatges aliens. Deslligar-se, desconnecta’t, dia rere dia. Inabastable. No saludes. I si, que no tremole la veu. La mateixa constància, el mateix ritme. Tot està molt bé. Actua com si estigués tot molt bé. No sàpies si algun dia hi va haver algun problema. Cobreix part del quadre. Digues és tot el que existeix. Retalla-la: és tot el que existeix. A les persones, condueix-les amb una bena als ulls, fes-les ensopegar. Porta-les a l’abisme: és tot el que existeix. Aquella dona no va tenir cap importància, confirma que no t’excitaves amb ella; rossa, mamelluda; la veritat indueix a l’error. Somià que s’havia equivocat. Hi havia globus i cap xiquet, per què vas dir que et quedaries si finalment te n’aniries per què vas dir era per sempre si finalment te n’aniries. Les interrogacions demanen l’engany. La histèria demana l’engany. La convivència demana l’engany. Confia en mi. Descobrir que els dos havien estat conversant els dos havien estat conversant. No és veritat, confia en mi.


Diana de Hollanda és escriptora i directora teatral, formada per la Universitat Federal de l’Estat de Rio de Janeiro (Unirio). Autora del llibre dois que não o amor (7 letras) i de les peces encher-se, esvaziar-se, encher-se y Sísifo. El 2009, formà part de l’antologia digital Enter, organitzada per Heloisa Buarque de Hollanda, i fou premiada pel Forum Virtual de Literatura de la UFRJ pel blog Não saber a morte (www.opalaciouniversitario.wordpress.com). Des de 2005, participa en prestigiosos festivals de literatura com ara El Vértigo de los aires (MEX, 2009) y Un par de vueltas por la irealidad (PER, 2010). Actualment fa una master en Lletres en la Pontifícia Universitat Catòlica i escriu la seua primera novel·la, O Homem dos Patos, ambuna beca del Programa Petrobras Cultural.

Traducció: Joan Navarro








(To arrive nocturnal, don't wait too long to surrender and lay down. Goes in. Steps and dirties without minding. Slide back forth. Wing where it lands flights without diverting without crashing runs without stopping. Two get lost intertwining, intertwines from within; matching aerial ones, terrestrial ones, a bit of laugh and suck; blow and enjoy. A place to sleep. Dawn in the awaken dark. Blue nestles what it breaks, rolling here and there without getting hurt. Two who don't throw themselves away, they hear when it rains and find shelter. To be safe from the ferocious serpentipede; from one who makes comments and gives advices and evil eyes. Safe from who antagonises howls screams crawls or silences. They protect, stop what destroys or extinguishes. To remain padded, lay tangled, it relaxes not having to do anything. (To arrive; wait until you give up. Goes in. Steps and dirties without minding. Diverts crashes stops. Two get lost, within. In the awaken dark. Breaks, to get hurt. Two throw themselves away, it rains. Ferocious serpentipede; makes comments and give advices and evil eyes. Antagonises howls screams crawls or silences. Destroys  or extinguishes. To remain. To lay down, not having anything to do. (To arrive; to surrender. To dirt. Crashes. In the dark. Breaks, to hurt. It rains. Antagonises howls crawls or silences. Destroys or extinguishes. To lay down. (To dirt. In the dark. It rains. Antagonises howls or silences. Destroys or extinguishes. To lay down.) (To dirt. It rains. Howls or silences. Destroys or extinguishes. To lay down. (Howls or silences. Destroys or extinguishes. (Destroys or extinguishes. (  )


To leave her, run towards her hug her. Promise it's eternal and go to France; country of lovers who get lost. These are runaway plans. Shrunk inwards; invisible what’s inside. Don't tell anyone, run away. Do not tell anyone. Plan and run away. People trying to program your everyday life; you are covered with accessories, opinions projects someone else’s tattoos. To shut yourself down, disconnect, day after day. Unreachable. Don't greet. And if you do, keep your voice steady. The same constancy, the same rhythm. Everything is fine. Make everything fine. You don't know any longer if there was ever a problem. Cover part of the frame. Say that is all that exist. Cut it out: that is all that exist. People, lead them blind folded, make them stumble. Take them to the abyss: that is all that exist. That woman had no importance at all, admit you didn't get excited with her; blonde, busty; truth leads to mistakes. You dreamt you were wrong. There were balloons and no children, why did you say you'd stay if you'd end up leaving why did you say it would last forever if you'd end up leaving. Questions ask for deception. Hysteria asks for deception. Living together asks for deception. Trust me. To find out that both have been talking that both have been talking. It's not true, trust me.


Diana de Hollanda is a writer and theatrical director, graduated at the Federal University of Rio de Janeiro State (Unirio). She’s the author of the book dois que não o amor (7 tetras) and the plays encher-se, esvaziar-se, encher-se and Sísifo. In 2009, she took part in the digital anthology Enter, organized by Heloisa Buarque de Hollanda, and was awarded by the Forum Virtual de Literatura of UFRJ for the blog Não saber a morte (www.opalaciouniversitario.wordpress.com). From 2005, she has participated in significant literary festivals, as El Vértigo de los aires (MEX, 2009) and Un par de vueltas por la realidad (PER, 2010). She is currently taking her Master's degree in Literature and Linguistics at Puc and is writing her first novel, O Homem dos Patos, recognized by the Programa Petrobras Cultural.


Translation:  Carlos del Río and Helena Almeida





(Arrivée nocturne, qui ne tarde pas à céder et à s'allonger. Entre. Marche sans avoir peur de salir. Glisse en arrière en avant. Aile où atterris vole sans détourne sans heurte cours sans freine. Deux s'égarent en s'enlaçant, enlace à l'intérieur ; accouplements aériens, terrestres, un peu de ris et suce, souffle et jouis. Avoir où dormir. Jour naissant dans l'obscurité éveillée. Bleu accueille ce qui se brise, rouler ici et là sans se blesser. Deux qui ne se jettent pas à la poubelle, ils entendent la pluie et se protègent. Pour être à l'abri des féroces pieds serpentins; de ceux qui commentent et conseillent et regardent de travers. À l'abri de ce qui assaille hurle bruite rampe ou fais silence. Ils se protègent, empêchent ce qui détruit ou éteint. Rester rembourré, s'allonger imbriqué, ça apaise de n'avoir rien à faire. (Arriver ; attends avant de céder. Entre. Marche sans avoir peur de salir. Fais un détour heurte freine. Deux s'égarent, à l'intérieur. Dans l'obscurité éveillée. Brise pour se blesser. Deux se jettent à la poubelle, il pleut. Féroces pieds serpentins; commente et conseille et regarde de travers. Assaille hurle bruite rampe ou fais silence. Détruis ou éteins. Rester. S'allonger, n'avoir rien à faire. (Arriver; céder. Salir. Frappe. Dans l'obscurité. Brise, pour blesser. Il pleut. Assaille hurle rampe ou fais silence. Détruis ou éteins. S'allonger. (Salir. Dans l'obscurité. Il pleut. Assaille hurle ou fais silence. Détruis ou éteins. S'allonger.) (Salir. Il pleut. Hurle ou fais silence. Détruis ou éteins. S'allonger. (Hurle ou fais silence. Détruis ou éteins. (Détruis ou éteins. (  )


Pour la quitter cours vers elle et prends-la dans tes bras. Promets que c'est pour la vie et pars pour la France, le pays des amoureux qui s'égarent. Ce sont des plans d'évasion. Blottis à l'intérieur; invisible ce qu'il y a dedans. Ne te répands pas, évade-toi. Ne pas se répandre. Planifie et fuis. Des gens qui envisagent de programmer ton quotidien ; toi, plein de bibelots, avis projets tatouages des autres. Se débrancher, déconnecte-toi, jour après jour. Injoignable. Ne fais pas de compliments. Et si, n'aie pas la voix qui tremble. La même constance, le même rythme. Tout va bien. Assure-toi que tout va bien. Ne te souviens pas si un jour il y a eu un problème. Recouvre une partie du tableau. Dis que c'est tout ce qu'il y a. Coupe-la : c'est tout ce qu'il y a. Les gens, conduis-les en leur bandant les yeux, fais-les trébucher. Emmène-les à l'abîme: c'est tout ce qu'il y a. Cette femme n'a pas compté, confirme qu'elle ne t'excitait pas; blonde, gros seins; la vérité est trompeuse. Tu as rêvé que tu t'étais trompé. Il y avait des ballons et pas le moindre enfant, pourquoi as-tu dit que tu resterais si finalement tu allais partir, pourquoi as-tu dit que c'était pour toujours si finalement tu allais partir. Les questions engendrent l'illusion. L'hystérie engendre l'illusion. La vie à deux engendre l'illusion. Fais-moi confiance. Découvrir que ces deux-là s'entretenaient ces deux-là s'entretenaient. Ce n'est pas vrai, crois-moi.


Diana de Hollanda est écrivain et metteur en scène de théâtre, diplômée par l'Université Fédérale de l'État de Rio de Janeiro (Unirio). Elle est auteur du livre dois que não o amor (7 letras) et des pièces encher-se, esvaziar-se, encher-se et Sísifo. En 2009, elle a été sélectionnée pour faire partie de l'anthologie Enter, organisée par Heloisa Buarque de Hollanda, et son Blog Não saber a morte (www.opalaciouniversitario.wordpress.com) a reçu le prix Fórum Virtual de Literatura de l'Université Fédérale de Rio de Janeiro (UFRJ). Depuis 2005 elle participe à des festivals importants de la littérature, tels que El Vértigo de los aires (MEX, 2009) et Un par de vueltas por la realidad (PER, 2010). Aujourd'hui, elle fait son maîtrise en littérature à l'Université Catholique de Rio de Janeiro (PUC-RJ) et écrit son premier roman, O Homem dos Patos, prix Programa Petrobras Cultural.


Traduction: Caio Meira. Révision Rachèl Guillarme

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