miércoles, 2 de octubre de 2013

CHISSANA MOSSO MAGALHÃES [10.633]


Chissana Mosso Magalhães

Chissana Mosso Magalhães nació el 9 de noviem­bre de 1979 en Luanda, Angola. Realizó sus estudios secundarios en la ciudad de Praia, donde vive. Estudió Comunicación Social en la Universidade do Minho, Portugal pero no concluyó la licenciatura. Es diplomada en Ciencias de la Comunicación por la UniPiaget. Es periodista y formó parte de la redacción del periódico A Semana (2007/2008) y actualmente colabora con la revista de expresión portuguesa África 21. Trabaja en el gabinete de Comunicación e Imagen de la Universidad de Cabo Verde. Escribe principalmente cuentos y crónicas. Participó con poemas en las antologías de poesía Amar com Amor y Destino di Bai.






Extranjera

Allá donde soy extranjera
Todo lo que hago
Es característico de mi país
Allá donde soy extranjera
Pierdo mi individualidad
Y soy todo y cualquier ciuda­dano de mi patria
¿Es caboverdiana mi intros­pección?
¿Es caboverdiana mi manía
De dar la mano en vez de ofrecer el rostro?
Allá donde soy extranjera
Todo lo que hago
Es simbólico
Allá donde soy extranjera
Pierdo mi identidad
Y soy todos los caboverdianos que precedí







Vida y Muerte

Tengo miedo de la muerte
Tengo la sospecha
De que aún me queda mucho por vivir
Y no hablo de años
Otros amores
Nuevos descubrimientos
Nuevos rituales
Otros viajes
Y es eso lo que me asusta...
Morir sin sorber
Todo lo que hay para sorberle a la vida
Tengo miedo de la vida
Tengo la sospecha
De que mi vida es un borra­dor
Que tal vez no pueda
pasar a limpio
¿Los años que he vivido
Habrán sido una sucesión
De notas garabateadas?
¿Notas para cuando
yo realmente comenzase a vivir?
Como si todo sí, también tú
No pasase de un gran expe­rimento
Y por eso
Tengo miedo de la muerte
Miedo de llegar al final
Y que todo lo que fuera a tener
Sea un borrador de lo que podría haber sido

[Traducción: Joan Navarro]







Estrangeira

Lá onde sou estrangeira
Tudo o que faço
É caracteristico do meu país
La onde sou estrangeira
Perco a minha individuali­dade
E sou todo e qualquer cidadão da minha pátria
É caboverdiana a minha ins­trospecção?
É caboverdiana a minha ma­nia
De estender uma mão ao in­vés de oferecer o rosto?
Lá onde sou estrageira
Tudo o que faço
É simbólico
Lá onde sou estrageira
Perco a minha identidade
E sou todos os cabo-verdianos que precedi






Vida e Morte

Tenho medo da morte
Tenho em mim uma suspeita
De que ainda muito me falta viver
E não de anos falo eu
Outros amores
Novas descobertas
Novos rituais
Outras viagens
E é isso que me assusta...
Morrer sem sugar
Tudo o que há para sugar à vida
Tenho medo da vida
Tenho em mim uma suspeita
De que a minha vida é um rascunho
Que talvez não possa
Passar a llimpo
Os anos que vivi
Terão sido uma sucessão
De notas rabiscadas?
Notas para quando
eu realmente começasse a viver?
Como se tudo sim, também tu
Não passasse de um grande experimento
E por isso
Tenho medo da morte
Medo de chegar ao fim
E tudo o que vier a ter
Seja um rascunho do que po­deria ter sido


Chissana Mosso Magalhães nasceu a 09 de No­vembro de 1979 em Luanda, Angola. Fez os estudos secundários na cidade da Praia, onde vive. Estudou Comunicação Social na Universidade do Mi­nho, Portugal, mas não concluiu a licenciatura. É bacharel em Ciências da Comunicação pela UniPiaget. É jornalista, tendo integrado a redacção do jornal A Semana (2007/2008) e actualmente colabora com a revista lusófona África 21. Trabalha no gabinete de Comunicação e Imagem da Universidade de Cabo Verde. Escreve principalmente contos e crónicas. Participou com poemas nas colectâneas de poesia Amar com Amor e Destino di Bai.



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