sábado, 4 de mayo de 2013

MARIA HELENA SATO [9762]



MARIA HELENA DE MORAL SATO  
Poeta brasileña nacida en Cabo Verde, África Occidental. Vive en São Paulo, está casada y tiene dos hijos. Formada en Letras PUC tiene postgrado en Comunicación y un MBA en Administración de Empresas. Es traductora jurada para los idiomas español, francés e Inglés.  




Diálogo en la fiesta

“Cómo escribe! “Dijo, espantado el mestre-sala
“Escribo lo que llevo. Ahora usted va en mis versos”.
“¿Cómo son sus versos?”
“A veces salen del mar- mojados sacuden las gotas. Otras veces, en 
el cielo, sin luz de luna”
“¿Y nunca hay gente, en esos versos? ¿Sólo yo?”
"Hay gente siempre. Marineros en el mar, en la luz de la luna astronautas. Hay siempre
gente en los versos que llevo. Pero en versos son mucho más livianos. Llevar
gente es muy pesado.”

Publicado en el libro Destino de bai (Edición Saúde en portugués)
Traducido del portugués por Myriam Rozenberg





De
Caminho Orvalhado
São Paulo: 2004
ISBN 85-86793-25-6






Viver
como horas
repetidas —
Sempre iguais?
Sempre desiguais?

Amar
como tempo
sempre novo
— e em seu
olhar
o mesmo sonho,
envelhecido,
quase eterno!


Navegarei
sem palavras,
sem piloto,
sem explicações,
sobre naus
afundadas
ou cabos
atormentados!

Dispenso vozes,
quando me chega
límpido
o ressoar
do seu instrumento,
emoldurando
qualquer estação!


Empresto horas
ao livro.
Depois,
Nua,
contemplo palavras
que não me pertencem.


De
CAMALEOA
POESIA NA CIDADE
SÃO PAULO 450 ANOS
São Paulo: Arx, 2004.
ISBN 85-7581-218-1


Viaduto

Sobre
o viaduto
tudo se desenrola
inevitavelmente
rumo ao porvir.
Já sob o viaduto,
colunas pichadas,
uma vida
não resolvida
já,
ofuscante...


Praça da Sé
Haicai noturno

Paisagem noturna.
Os gatos são todos pardos.
Os caminhos, tortos.


Orquestra sinfônica

A cidade
dispersa.
Também recolhe
destinos
despedaçados.
Amor
não tem hora.


Fila de espera

O mistério
de um olhar
imprevisto,
nunca reencontrado!
Qual a charada
das esperas?
Que meta seguem
os desencontros? 





De
Cristais
Campinas: Editora Komedi, 2005
ISBN 85-7582-251-9


Paciente

Mãos invisíveis,
brandas,
correm
para nos conter...

Eterna
serenidade,
suavizando
nosso impulso
de
ter!


Intervalo

O nada ilumina
o que palavras
obscurecem.
Sou
minha própria
nudez.


Peixe Vidro

Percorro sutilmente
águas,
entre algas, moréias e
raias...
Em mim refulge apenas
liberdade:
poder tatuar teu nome
ou não. 






De
AREIAS E RAMAS
São Paulo: Edições Subiaco, 2006
ISBN85-86793-38-8


Bússola

Chego
a um mapa
perdido.
Nem mesmo
um vento leste!
Mapa sem dono,
sem nome,
sem porta para
bater.
Ergo uma
tenda
e me estendo
entre dois pontos
cardeais.


Arquipélago

Dez lágrimas,
únicas,
transbordam.
As demais
Cabem nos mapas.


Álbum de fotografias

Fotos,
costuro umas às
outras.
De memória
remendo o filme.
Somos
nós,
compactados no olhar
de agora.





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