viernes, 9 de noviembre de 2012

SEBASTIÃO NUNES [8325]



SEBASTIÃO NUNES
Sebastião Nunes nasceu em Bocaiúva, Minas Gerais, BRASIL em 1938. Estudou publicidade e direito, trabalhou como tipógrafo e fotógrafo (todos estes trabalhos e pesquisas viriam a ser usados mais tarde na produção de sua poesia textual e visual), e começa a publicar seus livros de poemas visuais, tipográficos e topográficos, a partir de 1968, unindo-se a uma geração de poetas de uma década de estranhos-no-ninho: Sebastião Uchoa Leite (1935 - 2003), Orides Fontela (1940 - 1998), Torquato Neto (1944 - 1972) e Roberto Piva, entre alguns outros poetas que, como Sebastião Nunes, souberam retirar das lições dos modernistas, e dos grupos de retomada de estratégias das vanguardas da década anterior, as implicações est-É-ticas necessárias para produzirem trabalhos que estão entre os melhores das décadas a caminho.

Seus poemas do período 1968 – 1989 foram reunidos nos dois volumes: Antologia Mamaluca e Poesia Inédita.



Traducción de Adolfo Montejo Navas


SERENATA EN B MENOR (fragmento)

“o bio de baneiro bontinua bindo”
Bilberto Bil

avenida atlántica
bellos culos tropicales abanican. 
gordinflones gilipollas fanfarronean. 
viento solar eriza picos y bullas. 
un billón de paletos en la puñeta.

avenida viera souto
al sol de ipanemolimpo
—jardín de glorias y dólares-
la panda desmadrada se pone morada
y limpia los dedos en el ano nativo.

avenida delfim moreira
el mar está hecho de cerveza.
marihuana cae del cielo.
chocho sale de árbol.
quien tiene dinero hace milagros.

avenida suburbana
sube asaltante a todo meter.
baja asaltando a galope.
la policía saquea a los muertos.

avenida rio branco
português jode paraibano.
bahiano putea cerarense.
carioca jode pernambucano.
mineiro putea piauiense.
goiano jode amazonense.
gaucho putea carioca.
paranaense jode alagoano.
y etcétera y viceversa porque
en esa infinita bacanal capitalista
quien puede jode y quien no puede
baila.

            (De Serenata em B Menor, 1978/1979)



* En los juegos de la b carnívora de este poema neodadaísta, "Río de Janeiro continúa lindo" es el primer verso de la canción "Aquele abraço" (1969) de Gilberto Gil. Las avenidas que se citan son de Rio (Copacabana, Ipanema, Lablon, suburbio y Centro) y las regionalidades/gentilicios pertenecen a casi todo Brasil (estados de Paraiba, Bahía, Ceará, Río, Pernambuco, Goiás, Amazonas, Rio Grande do Sul, Paraná y Alagoas, respectivamente).






A LA MODA DE AUGUST DOS ANJS*

NAVAJA roma, 
para afeitar 
poemas prolijos

vamos a suponer q la muerte por fin te alcanc 
y te mate a la moda de ella: mortalment. 
vamos a suponer por fin q la muerte en vida 
te royera ya cabell, cuerp y ment.

estabas viejo, lerd, bobo y cabezud. 
soñabas sin embarg vanos amores. 
te imaginabas famoso y consagrad. 
gozabas de estima, tedio y sueño.

bien: ahora muerto y entre flors. 
estiércol maloliente derritiéndose 
odavía insistes en gozar un poc la fam.

pero todo se resume entonces en la pris. 
pero todo se resume entonces al ¡uf! 
a los vivs las batats. al muerto: ¡rufs!

           De A velhice do poeta marginal (1979/1983)

* En este poema dedicado al poeta simbolista Augusto dos Anjos (1884-1914), se puede percibir el corrosivo homenaje gráfico-conceptual.







ÉLITES DIRIGENTES

Q. de QUERMES. Ex.: -Nostalgias brasileñas/ 
son moscas en la sopa de mis itinerarios'

¿Quiénes somos? ¿De dónde vinimos? ¿Para dónde vamos? 
(La élite dirigente del país se pregunta.)

Somos de hecho hijos de la anterior élite. 
Vinimos está claro de las escuelas del poder. 
Vamos es lógico a construir una nueva élite.

¿Quiénes semos? ¿De dónde vamos? ¿Para dónde vinimos?

(En el brasílico retrete la élite piensa y saga. 
Mierda fuese dinero pobre nacía sin Ano.)

                            De Áurea mediocritas (1987/1989)



*Extraídos de Correspondencia celeste. Nueva poesía brasileña (1960-2000). Introducción, traducción y notas de Adolfo Montejo Navas.  Madrid: Árdora Ediciones, 2001 – Obra publicada com o apoio do Ministério da Culta do Brasil.


EPÍGRAFE INTERESSANTÍSSIMA




SERENATA EN B MENOR (fragmento)

“o bio de baneiro bontinua bindo” 
Bilberto Bil

avenida atlántica
belas bundas tropicais abanam.
fofas babacas farfalham.
vento solar encrespa picos e ralhos.
un. bilbão de baraíbas na bunbeta.

avenida vieira souto 
ao sol de ipanemolimpo 
—jardim de glórias e dólares— 
a cambada desvairada come gordo 
e limpa os dedos no cu nativo.

avenida delfim moreira 
o mar é feito de chope. 
maconha caí do céu. 
buceta dá em árvore. 
quem tem dinheiro faz milagre.

avenida suburbana 
sobe assaltante às carreiras. 
desce assaltado a galope. 
a polícia saqueia os mortos.

avenida rio branco
português fode paraibano
bahiano enraba cearense.
carioca fode pernambucano.
mineiro enraba piauiense.
goaiano fode amanzonense.
gaúcho enraba carioca.
paraense fode alagoano.
e etcetera e viceversa porque
nessa infinita suruba capitalista
quem pode fode e quem não pode
dança.






A MODA DE AUGUST DOS ANJS

NAVALHA rombuda, 
para barbear 
poemas prolixos
vamos supor q a mort al fin te alcanc 
e te mate à moda déea: mortalment. 
vamos supor al fin q a mort em vida 
te roerá já cabel, corp e ment.

eslavas velh, lerd, bobo e cabeçud.
sonhavas no entant vâos amores. 
supunhas-te famoso e consagrad. 
gozavas de estima, tédio e sono.

pois b~e: agora morto e entre flors 
estéreo fedorento a derreter-se 
inda teimas em gozar um pouc afam.

mas tudo se resume então napress. 
mas tudo se resume então no ufa! 
aos vivs as batats. ao morto: lhufas!

                          De A velbice do poeta marginal (1979/1983)







ELITES DIRIGENTES

Q. de QUERMESSE. Ex.: «Nostalgias brasileiras/ 
São moscas na sopa de meus itinerários»

Quem somos? De onde viemos? Pra onde vamos? 
(A elite dirigente do país se interroga.)

Somos decerto filhos da anterior elite. 
Viemos é claro das escolas do poder. 
Vamos é lógico construir um nova elite.

Quem semos? De onde vamos? Pra onde viemos?

(Na brasílica privada a elite penca e saga. 
Merda fosse dinheiro pobre nascia sem Cu.)

De Áurea mediocritas (1987/1989)






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