lunes, 22 de octubre de 2012

MANOEL RICARDO DE LIMA (8161)





Manoel Ricardo de Lima nació en PARNAÍBA, Brasil en 1970, é um escritor brasileiro e professor de Literatura Portuguesa da Universidade Federal de Santa Catarina, onde também faz doutorado em Teoria da Literatura, Textualidades Contemporâneas, a partir de Joaquim Cardoso e Rui Belo.

Publicou Embrulho (Rio de Janeiro: Sete Letras, 2000); Falas Inacabadas - Objetos e um Poema, com a artista visual Elida Tessler (Porto Alegre: Tomo Editorial, 2000); Entre Percurso e Vanguarda - alguma poesia de P. Leminski (São paulo: Annablume, 2002), As Mãos (Rio de Janeiro, 2003) e outra manhã, uma plaqueta, com Anibal Cristobo e Eduardo Frota (Fortaleza: Dragão do Mar, 2006). É colaborador como articulista de alguns jornais e revistas. Vive em Florianópolis. Fonte: wikipedia (onde aparece como Manuel Ricardo de Lima)



RIQUELME Y LINIERS NUNCA SE DESPIERTAN

para Aníbal

Dos o tres veces por día se puede oir de
todas partes de la calle a alguien pidiendo
socorro. Son gritos estridentes, un trinar de
voz o un aullido o alguna cosa muy próxima
del silencio y varias imágenes distraídas.
Todos abren mucho los ojos, todos buscan
algo, todos se mueven, todos prestan mucha
atención. Nunca es la misma voz, nunca
parece tan cercana, nunca hay respuestas.
Alguien corre de un lado a otro con un
sombrero negro de copa, un sobretodo negro
hasta los tobillos, un par de zapatos negros y
cabeza abajo. Así, dos o tres veces por día,
el mundo nunca es el mismo

Traducido por Aníbal Cristobo 




RIQUELME E LINIERS NÃO ACORDAM NUNCA 

(para o Aníbal): 

Duas ou três vezes por dia é possível ouvir  
de todos os lados da rua alguém dizer que 
precisa de socorro. São gritos estridentes, 
um trinado de fala ou um uivo ou alguma 
coisa muito próxima do silêncio e várias 
imagens distraídas. Todos arregalam os 
olhos, todos procuram algo, todos se 
movem, todos prestam muita atenção. 
Nunca é a mesma voz, nunca parece tão 
perto, nunca há respostas. Alguém corre de  
um lado para o outro, misteriosamente, com  
uma cartola preta, um casaco preto até os 
tornozelos, um par de sapatos pretos e de 
cabeça para baixo. Assim, duas ou três 
vezes por dia o mundo nunca é o mesmo









A solidão

Depois, ao lado da morada, a casa. O quarto, quase. Malogro: amor não tranqüilo. Vem de uma alameda e plátanos, tremores e revés. Degrada a impossibilidade, uma trempe. O que deveria, sexo. A porra devora a palavra não dita. Pudera, pudera: ah! - sensação de abandono.





Manhã

Ontem
o canto
da cotovia

esta manhã
: canto
de pardal

respingo
verão
porta aberta

boas vindas
a quem custa
chegar






Quarto

1.

A flor

Flor em 
beirada de 
janela

Bela 
alguém 
gritou

Falsa 
responderam 
de lá 



2. 

A insígnia

Aprender 
o rio Elba

esquecer 
a arte da 
guerra

andar 
nada a 
dizer 



3. 

A geometria

Ano bom 
passando 
pela porta

da frente, 
ano ruim 
indo embo-

ra. Janela 
ao lado 
esquerdo

da casa 


4. 

A pedra

Desta casa 
vai ficar a 
memória

embora seja 
assim a 
pedra

silêncio e 
manhã  






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